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O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Salmos 27:1

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Por Redacção Angola No Ar

Crescem casos de varíola dos macacos em Cabinda

A província de Cabinda regista um aumento preocupante de casos de varíola dos macacos. Até agora, foram confirmados 109 casos positivos. As autoridades sanitárias alertam para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção junto da população.

Profissional de saúde a usar equipamento de proteção em um ambiente de tratamento médico
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Desde o início do ano, a província de Cabinda tem vindo a registar um crescimento no número de casos de varíola dos macacos. O cenário tem chamado a atenção das autoridades de saúde, que já confirmaram 109 casos positivos. A doença, embora menos conhecida do que outras infeções virais, exige atenção redobrada devido à sua capacidade de se espalhar rapidamente entre pessoas e objetos contaminados.

A varíola dos macacos é uma infeção viral que pode ser transmitida por contacto direto com fluidos ou lesões de uma pessoa infetada. Também pode propagar-se através de superfícies ou objetos que tenham sido tocados por alguém doente, como roupas, lençóis ou utensílios. Os sintomas mais comuns incluem febre, dores musculares e erupções cutâneas que, em casos mais graves, podem evoluir para infeções secundárias ou outras complicações.

Em Cabinda, as autoridades sanitárias estão a monitorizar de perto a situação. Equipas médicas foram mobilizadas para identificar as fontes de transmissão e traçar estratégias de contenção. A vigilância epidemiológica tem sido reforçada, com rastreio de contactos e isolamento de casos suspeitos. A preocupação não é apenas com o número crescente de infetados, mas também com o risco de propagação para outras regiões do país.

A doença não é nova em África. Casos semelhantes já foram registados em outros países do continente, onde as autoridades também implementaram medidas preventivas. Em alguns locais, a doença foi controlada com sucesso graças a campanhas de sensibilização e ao cumprimento rigoroso de normas de higiene. A experiência desses países mostra que a varíola dos macacos pode ser gerida, desde que haja uma resposta coordenada entre governos, comunidades e profissionais de saúde.

Para a população, as recomendações são simples, mas essenciais. Lavar as mãos com frequência, evitar o contacto com pessoas doentes e manter os ambientes limpos são ações que reduzem significativamente o risco de infeção. As autoridades apelam ainda à notificação imediata de sintomas suspeitos, para que os casos possam ser tratados a tempo e as cadeias de transmissão interrompidas.

A varíola dos macacos não é uma doença exclusiva de Angola, mas o aumento de casos em Cabinda levanta questões sobre a preparação do sistema de saúde local. A província, embora menor em termos populacionais, tem uma fronteira internacional que exige atenção especial. A mobilidade de pessoas pode facilitar a disseminação do vírus, tornando ainda mais crucial o trabalho das equipas de saúde.

Nos últimos anos, surtos de doenças semelhantes em África têm mostrado que a prevenção é a melhor defesa. A Organização Mundial da Saúde já alertou para a importância de não subestimar estas infeções, mesmo quando não atingem proporções epidémicas. Em Cabinda, o foco está em evitar que a situação se agrave, com campanhas de informação e distribuição de materiais de higiene.

A população é, assim, chamada a colaborar ativamente. Pequenas mudanças de hábitos podem fazer a diferença entre conter ou não a doença. As autoridades garantem que estão a trabalhar para fornecer os recursos necessários, mas o sucesso depende também do comportamento individual.

Ainda não há indicações de que a varíola dos macacos esteja a espalhar-se para outras províncias angolanas. No entanto, a vigilância permanece constante. A experiência de outros países mostra que a doença pode ser controlada com medidas adequadas, mas também que a negligência pode levar a consequências graves.

O desafio agora é duplo: conter os casos existentes e evitar novos focos. Para isso, é fundamental que a população siga as orientações das autoridades e que os serviços de saúde mantenham os seus esforços. A varíola dos macacos não é uma sentença, mas exige ação rápida e coordenada para não se tornar um problema maior.

Fonte: OPaís

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