Polícia trava protesto de trabalhadoras fabris no Cazenga
A Polícia Nacional dispersou, na sexta-feira, 24 de Julho, uma acção de protesto levada a cabo por trabalhadoras da Empresa de Calçados e Uniformes, no município do Cazenga, em Luanda. As funcionárias da fábrica estatal exigem aumentos de salários e equipamentos adequados de protecção contra químicos.

As manifestantes, em greve intercalada há vários meses por falta de resposta da direcção, voltaram às ruas para chamar a atenção das autoridades governamentais. Durante a intervenção policial para desmobilizar o ajuntamento, foram utilizados meios de dispersão e gás lacrimogéneo junto das instalações industriais.
Em causa estão as duras condições laboratoriais e nas linhas de produção da unidade fabril do Cazenga. As operárias denunciam o contacto diário com substâncias nocivas à saúde sem o uso de vestuário e equipamentos de segurança individual recomendados pelas normas de trabalho.
A fábrica, instalada no complexo industrial da Textang II, conta com mais de 1.500 operárias e abastece as forças de defesa e segurança com vestuário e calçado. Apesar da capacidade produtiva diária, as funcionárias alegam que a remuneração actual não cobre as necessidades básicas da família e acusam a administração de ignorar o caderno reivindicativo.
Representantes da comissão de trabalhadoras afirmam ter notificado antecipadamente as autoridades administrativas competentes sobre a paralisação, contestando a fundamentação policial que alegou ausência de autorização legal para a realização do protesto no local.
Fonte: Hold On Angola
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