Palanca enfrenta falta de quadros na saúde e educação
A falta de quadros nos sectores da saúde e da educação está a provocar o encerramento de infra-estruturas no município da Palanca, província da Huíla. O alerta foi dado pela administradora municipal, Eva Lombe, na quinta-feira, 30 de Julho. A responsável pede o reforço urgente de médicos, enfermeiros e professores na circunscrição.

A carência de recursos humanos no município com cerca de 43 mil habitantes afecta gravemente o funcionamento das unidades locais. Vários centros de saúde e escolas do ensino primário e secundário fecharam as portas por falta de pessoal especializado para atender a população.
No sector sanitário, a situação é considerada crítica pelas autoridades locais. Actualmente, o município da Palanca conta com apenas 34 enfermeiros e duas médicas em efectividade de serviço, um número muito inferior ao necessário para responder às necessidades de assistência médica da comunidade local.
A administradora municipal, Eva Lombe, explicou que a administração local está a definir estratégias para atenuar as dificuldades que o município enfrenta. O objectivo passa por sensibilizar as estruturas provinciais e nacionais para a colocação prioritária de novos técnicos de saúde e docentes na circunscrição.
A escassez de técnicos na área social é um problema comum em várias zonas do interior da província da Huíla. O encerramento de serviços essenciais força os moradores locais a deslocarem-se por longas distâncias até outros municípios ou até à capital provincial, Lubango, para obterem atendimento médico ou prosseguirem os estudos.
As autoridades municipais continuam a aguardar pela alocação de novos quadros através dos concursos públicos de ingresso promovidos pelos ministérios da Saúde e da Educação, com o intuito de reabrir as infra-estruturas que se encontram sem operacionalidade.
Fonte: OPaís
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