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Por Redacção Angola No Ar

OM lança 45 colégios de especialidade para médicos em Angola

A Ordem dos Médicos de Angola (OM) anunciou esta semana a criação de 45 colégios de especialidade médica no país. A iniciativa, que arrancou com a posse dos novos dirigentes, tem como objectivo melhorar a formação contínua dos profissionais de saúde. A cerimónia decorreu na sede da OM, em Luanda, sob a presidência da Bastonária Jovita André.

Cerimónia de posse dos novos colégios de especialidade médica da Ordem dos Médicos de Angola, com edifício hospitalar moderno ao fundo e equipamentos médicos em destaque.
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A decisão da OM surge num momento em que Angola enfrenta desafios crescentes na área da saúde, especialmente na qualificação dos seus recursos humanos. A medicina angolana tem vindo a evoluir nos últimos anos, mas ainda enfrenta lacunas significativas em comparação com padrões internacionais. A criação destes colégios representa um passo importante para aproximar o país dessas referências, garantindo que os médicos possam actualizar os seus conhecimentos de forma regular e estruturada.

Os novos colégios não são apenas uma formalidade administrativa. Cada um deles será responsável por coordenar a formação contínua dos seus membros, assegurando que os profissionais de saúde estejam sempre a par das últimas técnicas, tratamentos e protocolos. Esta abordagem é comum em sistemas de saúde mais avançados, onde a actualização constante é vista como uma prioridade. Em Angola, a medida chega num contexto em que a população exige serviços de maior qualidade, especialmente em áreas como pediatria, cirurgia e medicina interna.

O processo que levou à criação destes colégios começou com eleições internas na primeira semana de agosto. Segundo dados da OM, dos mais de 4.000 médicos especialistas inscritos, apenas cerca de 900 concorreram aos cargos disponíveis. Este número reflecte não só a participação activa dos profissionais, mas também a necessidade de envolver mais médicos nestes órgãos de gestão e formação. A escolha dos dirigentes foi feita de forma democrática, um sinal de que a OM está a apostar na transparência e na representatividade.

A Bastonária Jovita André sublinhou, durante a cerimónia de posse, que esta iniciativa visa alinhar a medicina angolana com os padrões internacionais. A afirmação não é casual: muitos países africanos enfrentam problemas semelhantes no sector da saúde, onde a falta de especialização e actualização dos profissionais limita a qualidade dos serviços prestados. Em países como o Quénia ou a África do Sul, por exemplo, estruturas semelhantes já existem há anos, com resultados positivos na redução de erros médicos e na melhoria dos cuidados de saúde.

A OM não está sozinha nesta missão. A organização tem vindo a trabalhar em parceria com outras entidades, tanto públicas como privadas, para garantir que os colégios de especialidade tenham os recursos necessários para funcionar. A formação contínua dos médicos é um investimento que beneficia toda a sociedade, uma vez que está directamente ligada à qualidade dos serviços de saúde que os angolanos recebem. Sem profissionais actualizados, os hospitais e clínicas do país enfrentam dificuldades em oferecer tratamentos eficazes e seguros.

Os novos colégios cobrem uma ampla gama de especialidades, desde as mais comuns até às mais complexas. Cada um deles terá a sua própria estrutura de gestão, mas todos seguirão as directrizes definidas pela OM. A ideia é que, com o tempo, estes órgãos consigam não só formar os seus membros, mas também influenciar políticas públicas na área da saúde. Em países onde este modelo já está implementado, os colégios de especialidade acabam por se tornar actores-chave na definição de normas e protocolos clínicos.

A cerimónia de posse dos novos dirigentes contou com a presença de profissionais de saúde e representantes institucionais, um sinal de que a iniciativa é levada a sério. A OM tem vindo a reforçar a sua imagem como uma organização empenhada na melhoria da saúde em Angola, e esta medida é mais um exemplo desse compromisso. No entanto, o sucesso destes colégios dependerá não só da vontade dos seus membros, mas também do apoio contínuo do Estado e de outras entidades.

Para os pacientes, a criação destes colégios pode significar uma mudança significativa na qualidade dos cuidados que recebem. Médicos melhor formados estão mais preparados para diagnosticar doenças com precisão, prescrever tratamentos adequados e evitar erros que possam colocar vidas em risco. Em Angola, onde o acesso a serviços de saúde de qualidade ainda é limitado em muitas regiões, esta actualização constante dos profissionais é fundamental.

Nos próximos meses, os novos dirigentes dos colégios terão de trabalhar arduamente para pôr em prática os planos traçados. A OM já anunciou que irá monitorizar de perto o progresso de cada colégio, garantindo que cumprem os seus objectivos. Se a iniciativa for bem-sucedida, Angola poderá servir de exemplo para outros países da região que enfrentam desafios semelhantes na área da saúde.

A medicina é uma profissão em constante evolução, e os médicos angolanos não podem ficar para trás. A criação destes colégios é um passo importante, mas será necessário tempo e dedicação para que os seus efeitos sejam sentidos em todo o sistema de saúde. A população angolana espera, naturalmente, que esta medida se traduza em serviços mais eficientes e seguros nos hospitais e clínicas do país.

Fonte: Google News (Angola)

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