NATO apoia proposta da UE para mecanismo contra ataques híbridos
A NATO anunciou hoje, 16 de setembro de 2026, que aceita a iniciativa da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de criar um instrumento europeu para responder a ataques híbridos. O comunicado foi emitido em Bruxelas e destaca a importância da cooperação transatlântica na segurança coletiva.

A aliança militar declarou que vê com "satisfação" o avanço dos parceiros europeus rumo a uma resposta mais coordenada a ameaças que não chegam ao nível de guerra convencional. A proposta, apresentada no discurso de Estado da União perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, visa estabelecer um quadro de acção semelhante ao artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte, mas focado nas ameaças híbridas que combinam desinformação, ciberataques e interferência política.
Segundo a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, o novo mecanismo permitiria que os Estados-membros da UE se reunissem rapidamente quando um incidente híbrido fosse identificado, definindo estratégias conjuntas para dissuadir escaladas e mitigar impactos. Além disso, a iniciativa inclui a criação de um "Conselho Europeu de Segurança", que reuniria líderes da UE e aliados externos como Reino Unido, Canadá, Noruega e Ucrânia.
A NATO respondeu a questionamentos sobre uma possível duplicação de funções, afirmando que a aliança continua a ser a "pedra basilar" da defesa colectiva dos seus membros, inclusive daqueles que integram a UE. O órgão, liderado pelo antigo primeiro-ministro neerlandês Mark Rutte, ressaltou que a colaboração com a União Europeia será reforçada, sem substituir os instrumentos já existentes na aliança — posição já reafirmada na cimeira da NATO realizada em Julho, em Ancara.
A crescente frequência de ataques híbridos – que vão desde campanhas de desinformação até intrusões cibernéticas em infra-estruturas críticas – tem motivado a busca por respostas mais ágeis por parte dos governos europeus.
Von der Leyen defendeu "um mecanismo que complemente o artigo 4.º da NATO" e considerou a criação do Conselho Europeu de Segurança "ainda mais urgente" perante "a natureza e a escala dos riscos em jogo". A NATO afirmou que continuará a trabalhar em estreita colaboração com a União Europeia, incluindo no incentivo à produção industrial de defesa e no apoio contínuo à Ucrânia.
Fonte: Notícias ao Minuto - Mundo
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