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O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Salmos 27:1

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Por Redacção Angola No Ar

Surto de Mpox em Cabinda exige acção rápida das autoridades

A província de Cabinda enfrenta um surto crescente de Mpox, doença também conhecida como varíola dos macacos. Em menos de um mês, os serviços de saúde locais confirmaram 109 casos da doença, obrigando as autoridades a reforçar a vigilância e a adoptar medidas preventivas urgentes.

Corredores vazios de hospital em Cabinda com equipas médicas em equipamento de proteção, representando vigilância contra a Mpox
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A Mpox, embora menos letal do que outras doenças virais como a Covid-19 ou o Ébola, tem vindo a preocupar as autoridades angolanas desde a sua reintrodução no país, há dois anos. Em Cabinda, a situação agravou-se rapidamente, com o número de casos a ultrapassar a centena em poucas semanas. Os dados mostram que a doença não se limita a uma única localidade, mas espalha-se por várias zonas, com maior incidência nas áreas urbanas da província. Esta distribuição geográfica alargada aumenta o risco de propagação, especialmente em contextos onde o acesso a cuidados de saúde pode ser limitado.

As equipas médicas locais estão a trabalhar em ritmo acelerado para conter o surto. Uma das principais estratégias é a monitorização rigorosa dos contactos dos infectados, uma prática comum em surtos de doenças contagiosas. O objectivo é identificar precocemente novos casos e evitar que a doença se alastre para outras comunidades. Além disso, os hospitais da província foram reforçados com recursos humanos e materiais para garantir que os doentes recebam o tratamento adequado sem atrasos.

As autoridades de saúde apelam à população para que adira a medidas simples, mas essenciais, na prevenção da doença. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, evitar o contacto com pessoas doentes e usar máscara em locais públicos são algumas das recomendações. A desinfecção regular de superfícies também é destacada como uma forma eficaz de reduzir o risco de contágio, especialmente em ambientes partilhados.

Embora a Mpox não seja tão mortal como outras doenças virais, os seus efeitos podem ser graves em grupos vulneráveis. Crianças, idosos e pessoas com sistemas imunitários debilitados estão mais expostos a complicações, como infecções secundárias ou agravamento do quadro clínico. Por isso, as autoridades insistem na importância de proteger estes grupos, seja através de cuidados redobrados ou da vacinação, quando disponível.

Este surto em Cabinda surge num contexto em que a doença já tinha sido detectada noutras regiões de Angola, mas nunca com esta dimensão. Desde 2022, quando a Mpox voltou a circular no país, os casos tinham sido esporádicos e de fácil controlo. Agora, a situação exige uma resposta coordenada entre o Governo Provincial, o Ministério da Saúde e as organizações internacionais que apoiam o sector. A colaboração entre estas entidades é fundamental para evitar que o surto se transforme numa crise sanitária mais alargada.

A Mpox é uma doença que, apesar de menos conhecida do grande público, já provocou surtos significativos noutros países africanos. Em anos anteriores, países vizinhos adoptaram estratégias semelhantes para conter a propagação, como campanhas de sensibilização maciça e o reforço dos sistemas de vigilância epidemiológica. Estas experiências mostram que a acção rápida e a participação da comunidade são determinantes para controlar a doença.

Para as famílias, o surto representa um desafio adicional, especialmente em zonas onde os recursos são escassos. A necessidade de isolar doentes, evitar aglomerações e manter hábitos de higiene rigorosos pode sobrecarregar os agregados familiares, que já enfrentam dificuldades económicas. Neste cenário, as autoridades apelam à solidariedade da população, incentivando a partilha de informações correctas e a adopção de comportamentos responsáveis.

Os próximos dias serão cruciais para avaliar se as medidas implementadas estão a surtir efeito. Se o número de casos continuar a subir, poderão ser necessárias acções mais drásticas, como restrições temporárias a eventos públicos ou o encerramento de espaços colectivos. No entanto, as autoridades garantem que, por enquanto, os hospitais estão preparados para lidar com a situação, desde que a população cumpra as orientações.

A Mpox recorda a todos a importância de manter sistemas de saúde fortes e preparados para emergências. Em Angola, onde a cobertura sanitária universal ainda enfrenta desafios, surtos como este destacam a necessidade de investir em infra-estruturas, formação de profissionais e acesso a medicamentos. A doença pode ser controlada, mas exige um esforço conjunto entre o Estado, os cidadãos e os parceiros internacionais.

Enquanto Cabinda luta contra este surto, o resto do país observa com atenção. A experiência mostra que doenças como a Mpox não conhecem fronteiras, e a prevenção em uma província pode evitar uma crise nacional. Por isso, a vigilância deve ser constante, e a colaboração entre todas as partes interessadas deve ser ininterrupta até que a situação esteja completamente sob controlo.

Fonte: Correio da Kianda

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