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Por Redacção Angola No Ar

Jared Leto nega acusações de abuso sexual por ex-adolescentes

O ator e músico Jared Leto, vocalista da banda Thirty Seconds to Mars, veio a público negar acusações graves de abuso sexual. Quatro mulheres afirmam ter sofrido agressões ou condutas criminosas por parte do artista quando eram menores de idade. O caso ganhou destaque após a divulgação de um documentário da BBC que reuniu os depoimentos das vítimas.

Jared Leto em um evento de música e cinema
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As alegações contra Jared Leto surgem em um momento em que a indústria do entretenimento enfrenta um escrutínio crescente sobre casos de abuso de poder e exploração de menores. O documentário produzido pela emissora britânica trouxe à tona relatos de quatro mulheres que afirmam ter sido vítimas de condutas sexuais criminosas entre 2002 e 2016, quando elas tinham entre 17 e 19 anos e ele já passava dos 30. Segundo os depoimentos, uma das vítimas teria sido agredida em um motel quando ainda era adolescente, enquanto outra relatou ter sido ameaçada com agressão sexual aos 19 anos.

Outra das alegações menciona um relacionamento sexual mantido quando a vítima tinha 17 anos, o que, na legislação da Califórnia, configura violação de menor. Os relatos foram corroborados por fotos e mensagens, além de testemunhos de amigos e familiares das vítimas. O documentário também incluiu depoimentos de pessoas que trabalharam com a banda de Leto, embora não sejam mencionados nomes ou cargos específicos.

Este não é o primeiro episódio de acusações contra o artista. Em 2023, nove mulheres já haviam apresentado queixas semelhantes, acusando-o de conduta sexual imprópria. O padrão de denúncias levanta questões sobre a cultura de poder e impunidade que ainda permeia setores como a música e o cinema, onde figuras influentes muitas vezes escapam de consequências imediatas.

Nos últimos anos, casos como este têm ganhado maior visibilidade graças ao movimento #MeToo, que encorajou vítimas de abuso a partilharem suas experiências sem medo de represálias. Em Angola, a discussão sobre direitos das mulheres e proteção de menores também tem avançado, com iniciativas governamentais e da sociedade civil a promoverem campanhas de sensibilização. No entanto, a aplicação da justiça nestes casos continua a ser um desafio em muitos países, incluindo nações africanas onde o sistema legal nem sempre oferece proteção adequada às vítimas.

A indústria do entretenimento, em particular, tem sido palco de inúmeros escândalos envolvendo figuras públicas. Nos Estados Unidos, por exemplo, já houve casos de artistas e produtores que foram afastados de projetos após denúncias semelhantes. Em 2017, um produtor de Hollywood foi condenado por agressão sexual, marcando um ponto de viragem na forma como a sociedade encara estas questões. Em África, países como a África do Sul e o Quénia já implementaram leis mais rigorosas para combater o abuso, embora a fiscalização ainda enfrente obstáculos.

Para as vítimas, o processo de denúncia costuma ser doloroso e repleto de incertezas. Muitas temem represálias ou não acreditam que a justiça será feita. Em casos envolvendo figuras públicas, a pressão mediática e o assédio online podem agravar ainda mais o sofrimento. Especialistas em direitos humanos destacam a importância de criar ambientes seguros onde as vítimas se sintam encorajadas a falar, sem medo de serem julgadas ou silenciadas.

Alegações como as feitas contra Jared Leto também refletem um problema mais amplo: a normalização de comportamentos abusivos em ambientes onde o poder é desequilibrado. Na música e no cinema, por exemplo, é comum que artistas e produtores exerçam influência sobre jovens que buscam ingressar na indústria. Isso pode facilitar situações de exploração, especialmente quando as vítimas são menores ou estão em início de carreira.

Nos últimos anos, plataformas de streaming e produtoras têm adotado políticas mais rígidas para prevenir abusos. Algumas empresas já implementaram canais anónimos para denúncias e treinamentos obrigatórios sobre assédio e discriminação. No entanto, a eficácia dessas medidas ainda é alvo de debate, uma vez que muitos casos continuam a ser abafados ou ignorados.

Para a sociedade angolana, a discussão sobre abuso sexual e proteção de menores ganha ainda mais relevância em um contexto onde a justiça nem sempre atua com a celeridade necessária. Campanhas de prevenção e educação, aliadas a uma fiscalização mais rigorosa, são apontadas como ferramentas essenciais para combater este tipo de crime. A promoção de uma cultura de respeito e igualdade continua a ser um desafio, mas também uma necessidade urgente.

Enquanto as investigações sobre as alegações contra Jared Leto avançam, o caso serve como um lembrete da importância de ouvir as vítimas e de garantir que os responsáveis enfrentem as consequências de seus atos. A justiça, quando aplicada de forma transparente, pode ser um passo fundamental para romper ciclos de impunidade e proteger aqueles que mais precisam de apoio.

Fonte: Notícias ao Minuto - Fama

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