Hospitais públicos fazem transplantes
Angola vai avançar com operações de transplante renal, tecidos e medula. A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, anunciou que apenas hospitais públicos estão autorizados a realizar esses procedimentos. Isso foi decidido após a reunião do Conselho de Ministros que aprovou o projeto e decreto presidencial para a criação do Serviço de Coordenação e Supervisão da Transplantação.

A ministra da Saúde destacou que o objetivo é conformar a Lei de Transplante de Células, Tecidos e Órgãos Humanos. O Serviço de Coordenação e Supervisão da Transplantação (SECOSTRA) terá várias atribuições, incluindo a gestão do registo nacional de dadores, candidatos e recetores. Nos próximos tempos, será aprovado um regulamento que esclarecerá quem pode ser dador, recetor e quais entidades estão autorizadas a realizar transplantes.
De início, os transplantes renais serão prioritários, com doadores compatíveis como pais ou irmãos. A equipa responsável avaliará se não há compromissos económicos envolvidos no processo. Além disso, o transplante de medula também será realizado, podendo qualquer pessoa compatível ser dadora viva.
A ministra Sílvia Lutucuta ressaltou que já existem unidades sanitárias em Luanda preparadas para esses procedimentos. O SECOSTRA também se encarregará da autorização, acompanhamento e avaliação periódica dos estabelecimentos e equipas de transplantação, além de promover mecanismos de prevenção e combate ao tráfico de órgãos.
As pessoas poderão se inscrever livremente na lista de dadores, e apenas em caso de morte ou com autorização da família é que poderão doar órgãos. Isso visa evitar o tráfico de órgãos, uma grande preocupação para o governo angolano.
Com essas medidas, Angola busca melhorar a saúde pública e oferecer mais opções de tratamento para os cidadãos. A criação do SECOSTRA e a autorização para hospitais públicos realizarem transplantes são passos importantes nessa direção.
Fonte: Google News (Angola)
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