Historiador angolano destaca legado de Castro Lopo na cultura colonial
O historiador angolano Carlos Pacheco escreveu sobre a vida e obra de Júlio Castro Lopo, um intelectual português que viveu cerca de 50 anos em Angola. O artigo foi publicado no Jornal Folha 8 e aborda a contribuição do ensaísta para a cultura angolana no século XX.

Carlos Pacheco, historiador angolano, publicou um artigo no Jornal Folha 8 sobre Júlio Castro Lopo. O texto descreve Castro Lopo como um dos maiores ensaístas e cronistas de Angola, pela qualidade da sua obra.
Castro Lopo nasceu em Valpaços, Portugal, a 17 de Abril de 1899, numa família numerosa. Viveu cerca de meio século em Angola, onde se dedicou à escrita e à investigação cultural.
O historiador destaca que Castro Lopo não precisou de títulos académicos para se afirmar. A sua formação foi feita em casa, com preceptores contratados pelo pai, e através da leitura de livros, sobretudo franceses.
Um tio-avô republicano, José de Castro, influenciou a sua educação cultural. Dessa influência resultaram vastos conhecimentos em estudos clássicos e técnicos, além de um perfeito domínio da língua francesa.
O pai de Castro Lopo, Joaquim de Castro Lopo, era uma personalidade culta em Valpaços. Ele incentivava os filhos a aproveitar os dons da inteligência nos livros e na música.
Antes de partir para Angola, em 1917, Castro Lopo publicou em Valpaços um manifesto socialista. O documento atraiu a atenção de conservadores e monárquicos locais, que encomendaram um atentado contra ele, do qual escapou ileso.
Fonte: Google News (Angola)
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