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Por Redacção Angola No Ar

Governo aplica 37,4 mil milhões Kz em manuais para 2026/2027

O Executivo angolano anunciou um investimento de 37,4 mil milhões de kwanzas para garantir que todos os alunos do país recebam manuais escolares actualizados no ano lectivo 2026/2027. A verba cobre a produção, impressão e distribuição dos livros para todas as escolas públicas, de norte a sul do país.

Ilustração de manuais escolares espalhados sobre uma mesa de madeira num ambiente de sala de aula, com luz natural a entrar pela janela
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O Governo angolano acaba de confirmar que vai investir 37,4 mil milhões de kwanzas na edição, impressão e transporte de manuais escolares para o próximo ano lectivo. A decisão, assinada pelo Presidente da República, tem como objectivo evitar que os estudantes iniciem as aulas sem os materiais necessários, um problema que tem afectado milhares de famílias em várias províncias.

Nos últimos anos, a falta de manuais nas escolas públicas tornou-se um tema recorrente entre pais, professores e alunos. Em zonas rurais, a situação agrava-se devido à distância dos centros urbanos e à dificuldade de acesso aos materiais. Muitos estudantes são obrigados a partilhar livros ou a copiar manualmente as lições, o que prejudica o ritmo de aprendizagem e a qualidade do ensino.

Para resolver este desafio, o Ministério da Educação já iniciou os preparativos para garantir que a distribuição seja feita a tempo. Os novos manuais incluem conteúdos adaptados aos programas curriculares em vigor, o que significa que os alunos terão acesso a materiais alinhados com o que é ensinado em sala de aula. A distribuição será equitativa, abrangendo todas as províncias do país.

Este investimento faz parte de um plano mais amplo do Governo para modernizar o sistema educativo angolano. Nos últimos anos, têm sido implementadas várias iniciativas para melhorar as condições das escolas, desde a construção de novas infraestruturas até à formação contínua de professores. A distribuição de materiais didácticos é apenas uma das frentes desta estratégia, que busca reduzir as desigualdades no acesso à educação.

A iniciativa surge num momento em que Angola tenta recuperar os atrasos acumulados na educação, especialmente após os impactos da pandemia. Em muitos países africanos, a falta de recursos escolares tem sido apontada como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento educacional. Outros governos já tomaram medidas semelhantes no passado, investindo em manuais e materiais para garantir que os alunos tenham as ferramentas necessárias para aprender.

O compromisso com a educação é fundamental para o futuro do país. Um sistema educativo forte não só melhora as oportunidades individuais como também contribui para o desenvolvimento económico e social de Angola. Com este investimento, o Governo espera reduzir as taxas de reprovação e abandono escolar, dois problemas que afectam milhares de crianças e jovens em todo o território nacional.

Nos próximos meses, serão definidos os prazos exactos para a impressão e distribuição dos manuais. O Ministério da Educação já trabalha em parceria com empresas locais para assegurar que a produção seja feita dentro do prazo e com a qualidade necessária. A prioridade é garantir que, quando o ano lectivo começar, todos os alunos tenham os seus livros em mãos.

Este não é o primeiro esforço do Governo para melhorar a educação em Angola. Nos últimos anos, têm sido lançados programas de alfabetização, construção de escolas e formação de professores. No entanto, a distribuição de manuais continua a ser um dos pontos mais críticos, especialmente em regiões onde o acesso a livrarias ou papelarias é limitado.

A iniciativa também reflecte uma tendência global de investimento em educação como forma de combater a pobreza e promover a igualdade. Em vários países, a disponibilidade de materiais escolares tem sido associada a melhorias nos resultados académicos e à redução das desigualdades entre estudantes de diferentes origens socioeconómicas.

Para os pais e encarregados de educação, a notícia chega como um alívio. Muitos deles têm de arcar com despesas extras para comprar os manuais dos filhos, um encargo que pesa no orçamento familiar. Com esta medida, o Governo assume parte dessa responsabilidade, aliviando o fardo financeiro das famílias.

O próximo passo será monitorizar a execução do projecto para garantir que os manuais cheguem a tempo a todas as escolas. O Ministério da Educação já anunciou que vai criar mecanismos de acompanhamento para evitar atrasos ou falhas na distribuição. A transparência nestes processos é essencial para que a iniciativa cumpra os seus objectivos.

A longo prazo, espera-se que este investimento traga resultados positivos para o sistema educativo angolano. Com mais recursos à disposição, os alunos terão condições para acompanhar as aulas com maior facilidade, enquanto os professores poderão focar-se no ensino sem se preocuparem com a falta de materiais.

Este é mais um passo na construção de um futuro onde a educação seja acessível a todos. Num país com uma população jovem, investir no ensino é investir no desenvolvimento de Angola.

Fonte: Correio da Kianda

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