Governo aplica Kz 22 mil milhões em Mulenvos para melhorar estradas
O Executivo angolano vai aplicar 22,05 mil milhões de kwanzas na reabilitação de 30 quilómetros de estradas no município dos Mulenvos, Luanda. A obra inclui passeios, sistemas de drenagem e iluminação pública, com o objectivo de modernizar a infra-estrutura local.

Na semana passada, o Governo angolano anunciou um investimento de 22,05 mil milhões de kwanzas para reabilitar 30 quilómetros de vias públicas no município dos Mulenvos, na província de Luanda. A decisão foi oficializada por despacho presidencial, que autorizou a abertura de um procedimento de contratação para as obras. Além da recuperação das estradas, o projecto prevê a construção de passeios, sistemas de drenagem e iluminação pública, elementos essenciais para melhorar a qualidade de vida na zona.
A intervenção surge num momento em que o Executivo reforça os investimentos em infra-estruturas urbanas, uma prioridade em várias zonas de Luanda. O estado das vias públicas afecta directamente a circulação de pessoas e mercadorias, impactando o quotidiano de milhares de famílias. Em Mulenvos, uma das áreas mais populosas da capital, a falta de manutenção das estradas agrava problemas como inundações durante a época das chuvas e dificulta o acesso a serviços básicos.
Segundo o despacho presidencial, a obra faz parte das acções do Governo para modernizar as vias públicas em Luanda. A instalação de sistemas de drenagem é uma das principais preocupações, uma vez que evita alagamentos que danificam as estradas e prejudicam os moradores. Em anos recentes, a capital angolana tem enfrentado desafios crescentes com a drenagem urbana, especialmente em bairros onde a infra-estrutura não acompanha o crescimento populacional.
A reabilitação de estradas é um tema recorrente nas políticas públicas angolanas. Nos últimos anos, o Governo tem dedicado recursos significativos a este sector, reconhecendo que estradas em bom estado são fundamentais para o desenvolvimento económico e social. Em Luanda, onde o trânsito já é um problema diário, a melhoria das vias pode reduzir os tempos de deslocação e diminuir os custos logísticos para empresas e cidadãos.
O despacho não especifica prazos para a conclusão das obras, mas indica que o procedimento de contratação já foi autorizado. Em casos semelhantes, as obras costumam demorar entre seis meses e dois anos, dependendo da complexidade do projecto e da disponibilidade de recursos. No entanto, a falta de prazos definidos pode gerar dúvidas sobre a celeridade das intervenções, um ponto frequentemente criticado pela população.
A população de Mulenvos espera que as obras melhorem a circulação na zona, facilitando o acesso a mercados, escolas e unidades de saúde. Em bairros densamente povoados como este, a falta de passeios e iluminação pública aumenta os riscos para pedestres, especialmente à noite. A iluminação adequada também contribui para a segurança, reduzindo a criminalidade em áreas mal iluminadas.
Este investimento insere-se num plano mais amplo de requalificação urbana em Luanda. Nos últimos anos, o Governo tem apostado em projectos de reabilitação de infra-estruturas, tanto em zonas centrais como em bairros periféricos. A modernização das estradas é vista como uma forma de valorizar os territórios e atrair novos investimentos.
Em comparação com outros países africanos, Angola tem vindo a aumentar os seus esforços na área das infra-estruturas rodoviárias. Casos semelhantes já aconteceram em Moçambique e na Zâmbia, onde governos investiram em reabilitação de estradas para melhorar a conectividade e impulsionar a economia local. No entanto, a escala e a rapidez das obras em Angola ainda são alvo de discussão entre especialistas.
Para os moradores de Mulenvos, a intervenção não pode chegar tarde. Muitos recordam-se de promessas anteriores que nunca se concretizaram, o que alimenta a desconfiança em relação a projectos deste tipo. A transparência no processo de contratação e a fiscalização das obras serão essenciais para garantir que os recursos sejam aplicados conforme o previsto.
Ainda não há informações sobre como será feita a fiscalização das obras, mas é comum que o Governo recorra a entidades independentes para acompanhar o andamento dos projectos. Em casos recentes, a falta de fiscalização levou a atrasos e desvios de verbas, o que reforça a necessidade de mecanismos de controlo eficazes.
O sucesso desta intervenção pode servir de exemplo para outros municípios de Luanda e do país. Se as obras forem concluídas dentro dos prazos e com a qualidade esperada, o Governo poderá replicar o modelo em outras zonas com necessidades semelhantes. Por enquanto, resta aguardar pela execução do projecto e pelos primeiros resultados visíveis na vida dos moradores de Mulenvos.
Fonte: Correio da Kianda
encontraste algum erro nesta notícia?
