Sábado, 12 de setembro de 2026Notícias de Angola e o mundo!
  1. Início
  2. Sociedade
  3. Governo angolano investe 30 mil milhões Kz para combater ravinas

Lança sobre o Senhor o teu fardo, e ele te sustentará; nunca permitirá que o justo seja abalado. Salmos 55:22

Sociedade
Por Redacção Angola No Ar

Governo angolano investe 30 mil milhões Kz para combater ravinas

O Governo angolano vai aplicar 30,2 mil milhões de kwanzas para estabilizar 26 ravinas em dez províncias do país. A decisão foi assinada pelo Presidente da República e publicada esta semana. As obras começam ainda este ano e devem abranger zonas críticas de Luanda, Huíla, Bié e Malanje.

Vista aérea de ravina a destruir estrada e bairro em Angola, com maquinaria de contenção em segundo plano
Partilhar:WhatsAppFacebook
0 visualizações

O Executivo angolano decidiu agir com urgência para travar o avanço de ravinas que ameaçam estradas, bairros e infraestruturas em várias províncias. O investimento de 30,2 mil milhões de kwanzas será aplicado até dezembro, segundo o despacho presidencial publicado recentemente. As intervenções vão focar-se em dez províncias afectadas por erosão acelerada, um problema que tem danificado vias de comunicação e obrigado a desalojamentos em zonas urbanas e rurais.

As áreas mais críticas incluem bairros periféricos de Luanda e municípios com forte actividade agrícola, onde a degradação do solo tem sido mais evidente. Especialistas em engenharia e ambiente alertam há anos para os riscos da falta de contenção adequada, que pode agravar inundações e prejudicar projectos de desenvolvimento local. A obra será fiscalizada por uma comissão coordenada pelo Ministério da Construção e Obras Públicas, que já trabalha para definir os pormenores da execução.

A decisão surge num contexto em que o fenómeno das ravinas se tornou uma preocupação crescente em várias regiões de Angola. A erosão acelerada não afecta apenas infraestruturas, mas também coloca em risco a segurança de populações que vivem em zonas de risco. Em anos recentes, casos semelhantes já levaram outros países africanos a adoptar medidas emergenciais para conter o problema, com resultados variáveis. Em Angola, a resposta do Governo passa por um investimento significativo e pela priorização de obras em regime de emergência.

O Executivo justifica a medida com a necessidade de proteger vidas e bens, além de evitar prejuízos económicos. A falta de acção poderia resultar em danos ainda maiores, tanto em termos de infraestruturas como de segurança pública. A fiscalização será rigorosa, com o objectivo de garantir que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e transparente.

As obras ainda não têm prazos definidos para início, mas o despacho prevê que os trabalhos sejam executados rapidamente, dada a urgência da situação. A população afectada espera que as intervenções tragam alívio imediato, especialmente nas zonas onde a erosão já causou estragos significativos. A longo prazo, o Governo espera que estas acções contribuam para reduzir os riscos de desastres naturais e melhorar a qualidade de vida nas áreas mais vulneráveis.

Este investimento faz parte de um esforço mais amplo para modernizar as infraestruturas do país e proteger os cidadãos de ameaças ambientais. Em comparação com outros países da região, Angola tem enfrentado desafios semelhantes, mas a escala do problema exige respostas coordenadas e recursos adequados. A fiscalização constante será essencial para assegurar que os objectivos sejam cumpridos dentro do prazo estabelecido.

A população local já sente os efeitos da erosão, com relatos de casas danificadas e vias bloqueadas em várias províncias. A intervenção do Governo é vista como um passo necessário para evitar que a situação se agrave ainda mais. Enquanto as obras não começam, as comunidades afectadas mantêm-se em alerta, aguardando soluções que possam trazer segurança e estabilidade.

A médio prazo, espera-se que estas acções não só resolvam os problemas imediatos, mas também sirvam de exemplo para futuras iniciativas de contenção de ravinas. O sucesso do projecto dependerá da colaboração entre as autoridades, os técnicos e as comunidades locais, que terão um papel activo na fiscalização e manutenção das obras.

O Governo angolano tem demonstrado, nos últimos anos, um compromisso crescente com a resolução de problemas estruturais que afectam o desenvolvimento do país. Este investimento em contenção de ravinas é mais um exemplo desse empenho, que visa não só reparar danos, mas também prevenir futuros prejuízos. A população espera que os resultados sejam à altura dos recursos aplicados e que as obras tragam melhorias duradouras.

Fonte: Correio da Kianda

encontraste algum erro nesta notícia?

Usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar a tua experiência e apresentar anúncios. Ao clicar em "Aceitar", concordas com o uso de cookies descrito na nossa Política de Privacidade.