Quinta-feira, 10 de setembro de 2026Notícias de Angola e o mundo!
  1. Início
  2. Sociedade
  3. Saúde em Luanda: formação de médicos no Pedalé melhora atendimento

Elevo os meus olhos para os montes, de onde me vem o socorro. O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Salmos 121:1-2

Sociedade
Por Redacção Angola No Ar

Saúde em Luanda: formação de médicos no Pedalé melhora atendimento

O secretário de Estado da Saúde, Leonardo Inocêncio, destacou que a qualificação dos profissionais do hospital Pedalé, em Luanda, é fundamental para elevar a qualidade do atendimento aos pacientes. Durante uma visita ao complexo, o governante sublinhou que a capacitação contínua dos médicos e enfermeiros deve ser uma prioridade do Governo, não apenas em termos teóricos, mas com resultados práticos no serviço público.

Corredor de hospital em Luanda com profissionais de saúde ao fundo, simbolizando a importância da formação médica
Partilhar:WhatsAppFacebook
6 visualizações

O Complexo Hospitalar General de Exército Pedro Maria Tonha, conhecido como Pedalé, é um dos principais hospitais de Luanda e recebe diariamente centenas de utentes. Para o secretário de Estado da Saúde, Leonardo Inocêncio, a formação dos profissionais que ali trabalham não pode ficar apenas na teoria. O governante defendeu que a qualificação deve traduzir-se em melhorias concretas no atendimento, especialmente num contexto onde os serviços públicos enfrentam desafios como filas de espera e infraestruturas sobrecarregadas.

Durante a visita ao hospital, Inocêncio observou de perto os desafios enfrentados pela instituição. O governante reconheceu que a capacitação dos recursos humanos é um tema recorrente nas discussões sobre a reforma do setor da saúde em Angola. A falta de pessoal qualificado e a sobrecarga das estruturas são problemas que se arrastam há anos, mas que agora ganham novo foco com iniciativas de formação contínua.

O secretário de Estado não avançou com prazos ou metas específicas para as mudanças, mas garantiu que o Executivo está empenhado em apoiar iniciativas que promovam a excelência na saúde pública. Segundo ele, a formação não deve focar-se apenas em técnicas médicas avançadas, mas também em habilidades essenciais como comunicação e gestão de tempo. Estas competências são consideradas fundamentais para um serviço público mais ágil e humanizado, capaz de reduzir o tempo de espera dos pacientes e melhorar a sua experiência nos hospitais.

A capacitação dos profissionais de saúde é um tema que tem vindo a ganhar importância em Angola, à medida que o país tenta modernizar o seu sistema de saúde. Outros hospitais do país enfrentam desafios semelhantes, com serviços sobrecarregados e recursos humanos muitas vezes insuficientes para responder à procura. A formação contínua surge como uma das soluções mais apontadas por especialistas, que defendem que investir em pessoal qualificado é tão importante quanto construir novas infraestruturas.

Em países africanos com sistemas de saúde semelhantes, casos de sucesso já demonstraram que a qualificação dos profissionais pode ter um impacto significativo na qualidade do atendimento. Em Moçambique, por exemplo, programas de formação para enfermeiros e médicos em zonas rurais levaram a uma redução das filas de espera e a uma melhoria na satisfação dos utentes. Embora Angola enfrente realidades distintas, a experiência de outros países pode servir como inspiração para políticas públicas mais eficazes.

No entanto, a implementação de programas de formação contínua não é isenta de desafios. A falta de recursos financeiros e a necessidade de coordenar esforços entre diferentes instituições são obstáculos que o Governo angolano terá de superar. Além disso, a formação deve ser adaptada às necessidades reais dos profissionais, que muitas vezes trabalham em condições adversas e com poucos meios.

Para os utentes do Pedalé, a iniciativa anunciada pelo secretário de Estado representa uma esperança de mudança. Muitos pacientes que frequentam o hospital há anos já sentiram na pele as limitações do sistema, desde longas esperas por consultas até à falta de profissionais especializados. A formação dos médicos e enfermeiros é vista como um passo necessário para inverter esta situação, mesmo que os resultados não sejam imediatos.

A saúde pública em Angola continua a ser um dos setores mais pressionados do país. A pandemia de COVID-19 veio agravar ainda mais os problemas existentes, expondo as fragilidades do sistema. Nesse contexto, iniciativas como a formação de profissionais no Pedalé ganham um novo significado, não só como uma forma de melhorar o atendimento, mas também como um sinal de que o Governo está atento às necessidades da população.

Ainda assim, especialistas alertam que a formação por si só não resolve todos os problemas. É necessário um plano integrado que inclua não só a qualificação dos profissionais, mas também o reforço das infraestruturas, a aquisição de equipamentos e a contratação de mais pessoal. Sem estas medidas complementares, os esforços de formação podem não ter o impacto desejado.

O hospital Pedalé, pela sua dimensão e importância, é um caso de estudo para o resto do país. Se a formação dos seus profissionais resultar em melhorias tangíveis, poderá servir de modelo para outras instituições. Por enquanto, o que se sabe é que o Executivo está empenhado em apoiar iniciativas que promovam a excelência na saúde pública, mas o tempo dirá se os resultados serão à altura das expectativas.

Enquanto isso, os utentes do Pedalé continuam a depositar as suas esperanças nos profissionais que ali trabalham, muitos deles já formados em condições difíceis. A formação contínua pode ser um caminho para elevar a qualidade do serviço, mas depende também da vontade política e dos recursos disponíveis para a colocar em prática.

Fonte: Correio da Kianda

encontraste algum erro nesta notícia?

Usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar a tua experiência e apresentar anúncios. Ao clicar em "Aceitar", concordas com o uso de cookies descrito na nossa Política de Privacidade.