Famílias pedem à CIVICOP identificar vítimas do acidente Cuanza-Sul
Famílias das vítimas do acidente ocorrido na província do Cuanza-Sul solicitaram à CIVICOP que agilize a identificação dos corpos. A identificação das vítimas é necessária para que as famílias possam proceder aos funerais e resolver questões legais.

As famílias manifestaram a sua preocupação com a demora no processo de identificação das vítimas do acidente que ocorreu na província do Cuanza-Sul. Segundo os relatos, a espera prolongada tem aumentado o sofrimento emocional e dificultado a organização dos rituais de luto, bem como a comunicação com outros parentes que residem fora da região.
A confirmação da identidade das vítimas é um passo essencial para a emissão de certidões de óbito, documento necessário para o acesso a benefícios de seguros de vida e para a eventual reivindicação de indemnizações por danos materiais e morais. Sem este documento, muitos procedimentos burocráticos ficam paralisados, deixando as famílias em situação de indefinição.
Normalmente, o processo de identificação envolve a realização de exames periciais nos corpos, que podem incluir análise de impressões digitais, comparação de registos dentários e, quando disponível, teste de DNA. Em casos em que os corpos se encontram em avançado estado de decomposição, as técnicas de DNA tornam-se muitas vezes o único meio fiável de estabelecer a identidade.
A CIVICOP, comissão responsável pela investigação de acidentes de viação em Angola, tem como missão apurar as causas destes eventos e propor medidas de prevenção. No contexto atual, a comissão pode intervir para agilizar os trâmites de identificação, coordenando esforços com o Instituto Nacional de Medicina Legal, as autoridades policiais da província e os serviços de saúde locais.
As famílias esperam que a intervenção solicitada resulte num calendário mais claro para a conclusão dos exames e na entrega rápida dos resultados às partes interessadas. Enquanto aguardam a resposta da comissão, reiteram o apelo para que sejam tratados com dignidade e que a memória dos seus entes queridos seja respeitada ao longo de todo o processo.
Fonte: Correio da Kianda
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