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O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Salmos 27:1

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Por Redacção Angola No Ar

Especialista propõe ensino dos provérbios angolanos nas escolas

O historiador Martinho Jambanganga defendeu que os provérbios tradicionais angolanos sejam integrados no currículo escolar desde os primeiros anos. A proposta visa preservar a cultura local e reforçar a identidade dos estudantes. Para o especialista, estas expressões transmitem valores e conhecimentos ancestrais.

Placas de madeira com provérbios angolanos tradicionais dispostas numa sala de aula vazia com um quadro negro ao fundo
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Martinho Jambanganga, historiador angolano, sugeriu que os provérbios façam parte dos programas escolares nos primeiros anos de ensino. A ideia é usar estas expressões como ferramenta pedagógica para fortalecer a identidade cultural dos alunos. Segundo o especialista, os provérbios são uma forma de transmitir princípios de convivência social e conhecimentos acumulados ao longo das gerações.

O historiador destacou que a tradição oral angolana é rica em sabedoria, mas muitas vezes ignorada nas salas de aula. Para ele, incluir estes ditados no ensino pode ajudar a combater a perda de valores culturais entre os jovens. "Os provérbios são como livros abertos que guardam lições de vida", afirmou.

A proposta surge num contexto em que a identidade angolana enfrenta desafios com a globalização. Jambanganga acredita que a escola tem um papel fundamental na preservação da cultura local. "É preciso mostrar aos alunos que a nossa história não começa com a colonização", explicou.

O especialista não detalhou como a implementação poderia ser feita, mas defendeu que os professores recebam formação para integrar os provérbios nas aulas. A sugestão foi recebida com interesse por educadores e pais, que veem na medida uma forma de valorizar a herança angolana.

Para Jambanganga, a educação deve ser um reflexo da sociedade. "Se queremos uma Angola mais consciente, precisamos de começar pela sala de aula", concluiu.

Fonte: Correio da Kianda

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