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As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Lamentações 3:22-23

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Por Redacção Angola No Ar

Responsável da ASER desmente investigação judicial no Senegal

O director-geral da Agência Senegalesa de Electrificação Rural (ASER), Jean-Michel Sène, veio a público desmentir informações sobre uma suposta investigação judicial contra si. Em comunicado, classificou as alegações como distorção dos factos e garantiu que a gestão da instituição sempre pautou pela transparência.

Painéis solares e postes de electricidade numa paisagem rural no Senegal, ilustrando o trabalho da agência de electrificação rural.
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A polémica surgiu após vários órgãos de comunicação social no Senegal terem noticiado que o Ministério Público Financeiro estaria a investigar o património de Jean-Michel Sène, director da ASER. O responsável negou categoricamente qualquer processo judicial em curso, esclarecendo que se trata apenas de verificações administrativas de rotina sobre o seu património pessoal.

Segundo Sène, as diligências envolvem contactos com a Direcção-Geral dos Impostos e Domínios (DGID), a Conservação Predial, cartórios notariais e várias instituições bancárias. Estas instituições foram chamadas a colaborar num levantamento de dados sobre possíveis irregularidades patrimoniais, mas o director da ASER sublinhou que não existe qualquer acusação formal contra si.

"Que investiguem então", afirmou Sène, numa postura de desafio às alegações. O responsável garantiu estar confiante de que as verificações não irão encontrar qualquer irregularidade, destacando que sempre geriu os fundos públicos com total transparência. A sua declaração reflecte uma estratégia de comunicação clara: não esconder informações e colaborar plenamente com as autoridades.

A ASER, enquanto agência pública responsável pela expansão da rede eléctrica rural no Senegal, tem sido alvo de atenção crescente devido ao volume de investimentos que gere. Em África, a gestão transparente de fundos públicos em sectores estratégicos como energia e infra-estruturas é um tema recorrente, especialmente em países onde a corrupção é um problema reconhecido. Casos semelhantes já foram noticiados noutros países do continente, onde responsáveis públicos enfrentaram verificações patrimoniais após suspeitas de desvios de fundos.

Em declarações ao público, Sène não se limitou a negar as acusações. O director aproveitou para lançar um apelo às autoridades: que os verdadeiros responsáveis por eventuais irregularidades sejam identificados e processados. Esta abordagem sugere que, por detrás das alegações, poderão existir interesses menos claros ou tentativas de descredibilizar a gestão da ASER.

A polémica surge num contexto em que o Senegal tem vindo a reforçar os mecanismos de controlo sobre o uso de recursos públicos. Nos últimos anos, o país implementou reformas para aumentar a transparência em sectores-chave, incluindo energia e obras públicas. Estas medidas visam combater a corrupção e garantir que os investimentos beneficiem directamente a população, especialmente nas zonas rurais onde a ASER actua.

A ASER tem um papel central na electrificação do Senegal, um objectivo estratégico para o desenvolvimento do país. A agência gere projectos que visam levar electricidade a comunidades afastadas, um desafio comum a muitos países africanos. Em nações vizinhas, iniciativas semelhantes já foram alvo de escrutínio devido a alegadas irregularidades na gestão de fundos ou na adjudicação de contratos.

A reacção de Sène também coloca em evidência a pressão a que estão sujeitos os gestores públicos em África. Em situações como esta, a transparência é muitas vezes a melhor defesa, mas também pode ser usada como arma política. A forma como o director da ASER lidou com as alegações — assumindo uma postura proactiva e colaborativa — poderá servir de exemplo para outros responsáveis em situações semelhantes.

Nos próximos dias, espera-se que as autoridades senegalesas esclareçam o âmbito exacto das verificações em curso. Enquanto isso, a ASER continua a sua missão de expandir o acesso à electricidade, um serviço essencial para o crescimento económico e social do país. A polémica actual não afectou, até ao momento, os projectos em curso, mas poderá ter impacto na imagem da agência a médio prazo.

Para os cidadãos senegaleses, especialmente aqueles que vivem em zonas rurais, a transparência na gestão da ASER é crucial. A electricidade é um factor determinante para o desenvolvimento local, atraindo investimentos e melhorando a qualidade de vida. Qualquer suspeita de irregularidades nesta área pode minar a confiança da população nas instituições públicas.

A postura de Jean-Michel Sène, ao rejeitar as acusações e desafiar as autoridades a prosseguirem com as investigações, poderá ser vista como um sinal de confiança na sua própria gestão. No entanto, o desfecho destas verificações ainda está por definir, e o caso poderá ter desdobramentos nos próximos meses. Até lá, a ASER mantém-se focada na sua missão, enquanto o país observa de perto o desenrolar dos acontecimentos.

Fonte: Kéwoulo

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