China tenta proteger investimentos chineses no Mar Vermelho
A expansão de investimentos chineses no Mar Vermelho, que vai desde o Porto do Sudão até à Zona Económica do Canal do Suez no Egipto, está a redefinir aquele corredor marítimo estratégico. No entanto, peritos internacionais alertam que o aumento da presença de Pequim torna cada vez mais difícil manter a neutralidade política.

A presença comercial e de infra-estruturas do Governo chinês ao longo da costa do Mar Vermelho tem registado um crescimento assinalável nos últimos anos. Projectos de grande escala em pontos vitais do comércio global garantem a Pequim um papel central no fluxo de mercadorias entre a Ásia, a África e a Europa.
Em locais de grande relevância como o Porto do Sudão e a Zona Económica do Canal do Suez, no Egipto, as empresas estatais chinesas aplicaram milhares de milhões de dólares. Estas obras incluem a modernização de terminais portuários, a criação de zonas industriais de exportação e o desenvolvimento de redes logísticas terrestres.
Contudo, a crescente instabilidade política e os conflitos armados nas imediações do Mar Vermelho colocam estes activos económicos em risco directo. Analistas do sector geopolítico sublinham que a salvaguarda destas infra-estruturas exige agora uma postura mais activa da diplomacia chinesa no terreno.
A doutrina tradicional da política externa de Pequim assenta no princípio da não-interferência nos assuntos internos de outros países. Apesar disso, os peritos apontam que a necessidade de defender bens de elevado valor financeiro obriga a diplomacia a gerir relações complexas com diferentes governos locais e forças em disputa.
O corredor do Mar Vermelho é responsável por uma parcela significativa do tráfego marítimo mundial de contentores e produtos petrolíferos. A manutenção da segurança e da navegação sem interrupções através destas rotas permanece fundamental para o comércio internacional e para o abastecimento do próprio mercado chinês.
Fonte: The Africa Report
encontraste algum erro nesta notícia?
