Aluimento na China deixa 51 mortos e 10 desaparecidos
O número de vítimas mortais de um aluimento de terras na região chinesa de Chongqing subiu para 51 pessoas. Dez residentes ainda permanecem desaparecidos, enquanto as autoridades continuam as buscas. O desastre ocorreu no dia 17 de julho, mas o balanço de vítimas só foi atualizado no dia 30.

Um deslizamento de terras no distrito de Pengshui, na província de Chongqing, arrasou mais de dez edifícios residenciais no sopé de uma montanha e ao longo da margem de um rio. A força da natureza destruiu casas onde viviam cerca de 1.100 pessoas, obrigando à evacuação preventiva de toda a população da zona afetada. As equipas de resgate estimam que o movimento de terra e rochas envolveu cerca de 18 mil metros cúbicos de material, com uma das maiores rochas deslocadas a atingir os três mil metros cúbicos.
As operações de salvamento contam com mais de mil socorristas, que utilizam robôs e mergulhadores para inspecionar o curso de água próximo. No entanto, o terreno acidentado e as chuvas intensas que se abateram sobre a região dificultam o acesso de maquinaria pesada ao local. As equipas trabalham contra o tempo para localizar os dez moradores ainda desaparecidos, enquanto as famílias aguardam notícias.
O Presidente da China, Xi Jinping, pediu o uso de métodos científicos no resgate e alertou para a necessidade de prevenir novos acidentes. Em comunicado, destacou a importância de evitar tragédias semelhantes no futuro, especialmente em zonas de risco. Pouco antes deste incidente, outro deslizamento na província de Gansu, no noroeste do país, deixou 21 mortos.
Deslizamentos de terras são fenómenos frequentes na China, especialmente durante a época das monções, quando as chuvas intensas saturam os solos e tornam as encostas instáveis. O país enfrenta desafios constantes com este tipo de desastres naturais, que muitas vezes resultam em perdas humanas e materiais significativas. As autoridades chinesas têm investido em sistemas de alerta precoce e em medidas de prevenção, mas a magnitude dos fenómenos naturais nem sempre permite evitar tragédias.
Em anos anteriores, outros países asiáticos já implementaram estratégias para reduzir o impacto destes desastres. Medidas como a reflorestação de encostas, a construção de barreiras naturais e a educação das populações sobre sinais de perigo têm sido adotadas em várias regiões. Na China, a combinação de relevo montanhoso, chuvas sazonais e ocupação humana em zonas de risco torna o problema ainda mais complexo.
A tragédia em Chongqing levanta novamente discussões sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger as populações. Especialistas em gestão de riscos naturais destacam que a prevenção deve ser uma prioridade, especialmente em áreas onde a urbanização avançou sem planeamento adequado. A reconstrução das zonas afetadas também será um desafio, uma vez que muitas famílias perderam as suas casas e meios de subsistência.
As equipas de resgate continuam a trabalhar ininterruptamente, apesar das condições adversas. A chuva persistente e o terreno instável obrigam a um esforço redobrado para garantir a segurança dos socorristas. Enquanto isso, as famílias das vítimas mantêm a esperança de reencontrar os seus entes queridos desaparecidos.
A China tem um histórico de deslizamentos de terras, muitos deles associados a chuvas intensas ou a atividades humanas como a mineração e a construção em encostas. Em 2010, um deslizamento na província de Gansu deixou mais de 1.400 mortos, um dos piores registados no país. Casos semelhantes já aconteceram antes, mas a gravidade de cada evento depende de fatores como a intensidade das chuvas, a estabilidade do solo e a densidade populacional na zona afetada.
As autoridades locais já começaram a analisar as causas do acidente para evitar que situações idênticas se repitam. A reconstrução das infraestruturas danificadas e a realocação de populações em risco serão temas centrais nos próximos meses. Enquanto isso, a solidariedade internacional tem-se manifestado, com vários países a oferecer apoio logístico e humanitário.
O balanço final desta tragédia ainda não é conhecido, mas o impacto nas comunidades afetadas é profundo. As famílias perderam não só os seus lares, como também a segurança de saber que estão protegidas. A reconstrução será um processo longo, que exigirá não só recursos financeiros, mas também um compromisso sério com a prevenção de futuros desastres.
Fonte: Notícias ao Minuto - Mundo
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