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Cultura

África deve valorizar as suas próprias histórias, diz empresário

O empresário cultural Julius Kyazze defendeu, na terça-feira, 28 de Julho, que o continente africano precisa de investir no registo e na difusão das suas próprias histórias. O cofundador da produtora Swangz Avenue destacou que o sector criativo representa uma oportunidade para preservar a identidade local.

Equipamento de filmagem e produção audiovisual num estúdio, simbolizando a economia criativa em África.
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Segundo o responsável, África tem consumido predominantemente conteúdos produzidos fora do continente, o que resultou na negligência do registo documental da história, culturas e figuras históricas locais. O empresário considera fundamental inverter essa tendência para que as novas gerações conheçam o seu património.

Julius Kyazze sublinhou que a preservação do conhecimento tradicional enfrenta um risco iminente com o desaparecimento dos guardiões culturais mais velhos. Para evitar a perda desse acervo oral, o especialista sugere a utilização de formatos digitais modernos, incluindo plataformas de vídeos curtos, podcasts e canais de streaming.

A adopção destas novas tecnologias permite alcançar o público jovem de forma mais eficaz do que os métodos tradicionais de ensino e literatura. Conteúdos focados nos costumes e tradições das comunidades africanas podem assim ser distribuídos globalmente com menor custo de produção.

Além do impacto cultural, a narrativa própria é apontada como um mercado em expansão impulsionado pelo interesse crescente de plataformas digitais internacionais. O sector criativo africano tem atraído financiamento para produções locais em cinema, música e literatura, transformando criadores em detentores de direitos económicos.

Fonte: AllAfrica

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