Académicos defendem reforma do ensino para mercado de trabalho
Académicos angolanos defenderam uma reforma estrutural do sistema de ensino, apontando que a formação actual está desajustada às necessidades do mercado de trabalho. A posição foi apresentada durante o programa Capital Central, da Rádio Correio da Kianda.

O académico Marcolino Chiungue afirmou que o modelo de ensino em Angola precisa de ser revisto para acompanhar as exigências do desenvolvimento económico do país. Segundo ele, as instituições de ensino continuam a formar profissionais com competências que não correspondem ao que o mercado procura.
A reforma defendida pelos especialistas passa por uma maior articulação entre as universidades e o sector produtivo. Chiungue sublinhou que é necessário actualizar currículos e investir em áreas estratégicas para a economia nacional.
O debate surgiu num contexto em que muitos jovens angolanos enfrentam dificuldades para encontrar emprego após concluírem a formação académica. Os académicos consideram que a falta de alinhamento entre o ensino e as necessidades reais do mercado contribui para o desemprego.
A proposta de reforma inclui também a modernização dos métodos pedagógicos e a introdução de disciplinas mais práticas. Os especialistas defendem que o sistema educativo deve formar cidadãos capazes de responder aos desafios do país.
Fonte: Correio da Kianda
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