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Por Redacção Angola No Ar

Unitel retoma serviços após ataque cibernético

A Unitel iniciou a recuperação dos serviços de voz, dados e internet depois de um ataque cibernético que a afectou na terça-feira. A empresa já readmitiu as operações de forma gradual, enquanto avançou com a sua entrada no Mercado de Bolsa de Acções.

Recuperação dos serviços da Unitel após ataque cibernético
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O incidente que paralisou os serviços da Unitel durante cerca de 24 horas deixou milhões de clientes sem acesso às comunicações. A interrupção, que durou um dia inteiro, obrigou os utilizadores a procurar alternativas para manter as suas actividades diárias. Enquanto a empresa trabalhava para restabelecer a normalidade, a Unitel conseguiu concluir um marco importante: a sua admissão no Mercado de Bolsa de Acções.

A entrada no mercado bolsista aconteceu apenas um dia após o ataque, quando a empresa alienou sete milhões e 500 mil acções ordinárias através de uma Oferta Pública de Venda. Este passo pode abrir portas a novos investidores e reforçar a posição da empresa no sector das telecomunicações angolanas. No entanto, o ataque cibernético serviu como um alerta sobre a necessidade de as empresas reforçarem os seus sistemas de segurança digital.

A Unitel é uma das principais operadoras de telefonia móvel no país, com uma base de clientes que ultrapassa os 20 milhões. A dependência crescente dos serviços digitais torna as empresas de telecomunicações alvos frequentes de tentativas de intrusão. Em Angola, o sector das comunicações tem vindo a registar um crescimento significativo nos últimos anos, acompanhando a expansão do acesso à internet e ao uso de dispositivos móveis.

Casos como este não são raros em outros países africanos, onde a digitalização avança a um ritmo acelerado. Empresas de telecomunicações em várias nações já enfrentaram situações semelhantes, o que levou a um aumento dos investimentos em cibersegurança. A proteção dos dados dos clientes e a garantia da continuidade dos serviços passaram a ser prioridades estratégicas para operadoras em todo o continente.

A recuperação rápida dos serviços pela Unitel demonstra a importância de ter planos de contingência bem estruturados. Empresas que dependem fortemente da tecnologia precisam de estar preparadas para lidar com interrupções inesperadas, minimizando o impacto nos utilizadores. A capacidade de resposta nestas situações pode fazer a diferença entre uma crise controlada e prejuízos significativos.

A entrada no Mercado de Bolsa de Acções pode também trazer benefícios indirectos para os clientes. Com mais investidores interessados, a empresa poderá ter mais recursos para modernizar a sua infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos. Isso inclui não só a expansão da cobertura de rede, mas também a implementação de tecnologias mais avançadas para prevenir novos ataques.

A cibersegurança tornou-se uma preocupação global, especialmente para sectores críticos como as telecomunicações. Em Angola, onde o uso de telemóveis e internet continua a crescer, as empresas precisam de adoptar medidas proactivas para proteger os seus sistemas. A colaboração com entidades especializadas e a actualização constante das defesas digitais são passos essenciais para evitar futuros incidentes.

O ataque à Unitel também levanta questões sobre a resiliência do sector em Angola. Embora a empresa tenha recuperado rapidamente, o episódio serve como um lembrete de que nenhum sistema está completamente imune a riscos. A adopção de padrões internacionais de segurança e a formação contínua das equipas técnicas são medidas que podem ajudar a reduzir a vulnerabilidade das operadoras.

Para os clientes, a experiência reforça a importância de diversificar as formas de comunicação. Ter acesso a mais do que uma operadora ou a soluções alternativas pode ser útil em situações de falha nos serviços. Além disso, a consciencialização sobre práticas seguras online, como a utilização de palavras-passe fortes e a actualização regular de dispositivos, pode ajudar a minimizar riscos pessoais.

A Unitel enfrenta agora o desafio de não só recuperar a confiança dos seus clientes, mas também de garantir que incidentes como este não se repitam. A entrada no mercado bolsista pode ser um passo positivo, mas a segurança dos serviços continua a ser uma prioridade absoluta. Enquanto a empresa avança, os utilizadores aguardam por mais estabilidade e inovação no sector das telecomunicações angolanas.

A evolução tecnológica traz consigo novas oportunidades, mas também novos riscos. Empresas como a Unitel têm um papel fundamental a desempenhar na construção de um ecossistema digital mais seguro e confiável para Angola. A forma como lidam com este episódio poderá definir o seu futuro no mercado e a sua capacidade de inovar num sector cada vez mais competitivo.

Fonte: OPaís

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