UE investe 2 mil milhões de euros no Corredor do Lobito
A União Europeia anunciou um investimento de dois mil milhões de euros para projectos no Corredor do Lobito, em Angola. A garantia foi apresentada pela embaixadora europeia, Rosário Pais, após audiência com o Presidente João Lourenço, em Luanda.

O apoio financeiro anunciado pela representação diplomática abrange diferentes sectores estratégicos do desenvolvimento económico e social de Angola. A verba global será canalizada prioritariamente para a modernização de infra-estruturas essenciais e para a dinamização do tecido produtivo ao longo da rota comercial.
Segundo a diplomata europeia, este volume expressivo de recursos consolida a parceria estratégica entre Angola e o bloco europeu. A intenção das partes é assegurar que os benefícios do investimento tenham um impacto abrangente em várias províncias do país.
A audiência concedida pelo Chefe de Estado serviu igualmente para realizar um balanço global da actividade diplomática da representante europeia. Rosário Pais termina o seu mandato de três anos na liderança da delegação da União Europeia em Luanda.
Durante o diálogo institucional, foram recordados os principais marcos da cooperação bilateral alcançados no período recente. Um dos momentos mais destacados foi o lançamento oficial do projecto do Corredor do Lobito em 2023, considerado fundamental para a integração regional.
A representante diplomática mencionou também a preparação da Cimeira entre a União Africana e a União Europeia, agendada para Novembro de 2025. O encontro internacional deverá reunir líderes dos dois blocos para debater parcerias económicas e diplomáticas.
A parceria entre o bloco europeu e Angola cobre diversas áreas sociais e económicas vitais para o desenvolvimento do país. Os domínios prioritários incluem os sectores da energia, da água, da formação de quadros profissionais e do reforço do combate à corrupção.
Para além dos investimentos canalizados para a infra-estrutura logística, a União Europeia mantém compromissos financeiros plurianuais com o Governo angolano. Destaca-se a atribuição de um montante de 403 milhões de euros reservado para a programação do período entre 2021 e 2027.
Este pacote financeiro específico é aplicado em programas voltados para a consolidação da boa governação, a modernização do sector da justiça e a melhoria do sistema de ensino. O objectivo central passa por fortalecer o funcionamento das instituições públicas locais.
No domínio do desenvolvimento rural e da produção de alimentos, sobressai o programa AgroInvest, que conta com uma dotação orçamental de 50 milhões de euros. A iniciativa concentra a sua acção nas regiões agrícolas atravessadas pelo eixo de transporte.
O projecto visa apoiar directamente os pequenos agricultores da região e facilitar a expansão das suas actividades produtivas. Para o efeito, estão contemplados instrumentos de microfinanciamento destinados a dinamizar o comércio e o processamento de produtos locais.
A diplomata sublinhou durante o encontro que a intervenção da União Europeia em Angola não se limita às infra-estruturas do trajecto do Lobito. A cooperação financeira e técnica estende-se a várias províncias angolanas através de projectos operacionais há mais de dez anos.
A consolidação de infra-estruturas de transporte e comunicação é vista por especialistas como um factor determinante para acelerar a diversificação da economia nacional. O aumento da capacidade de escoamento de mercadorias promete reduzir custos operacionais e atrair mais capital privado para a região.
O investimento na capacitação técnica e na formação de mão-de-obra local procura assegurar a sustentabilidade das infra-estruturas no futuro. A cooperação internacional neste segmento apoia os esforços para criar novos postos de trabalho e elevar o rendimento das famílias das zonas abrangidas.
A transição para economias mais diversificadas exige investimentos contínuos em infra-estruturas de base e em sectores sociais. As iniciativas conjuntas entre parceiros internacionais e o Governo de Angola procuram consolidar as bases para um crescimento económico sustentado a longo prazo.
Fonte: Google News (Angola)
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