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Por Redacção Angola No Ar

PADDA-AP exige fim de conflitos entre militantes do MPLA e UNITA

O Partido de Acção Democrática e Desenvolvimento de Angola (PADDA-AP) pediu esta semana aos dois maiores partidos do país, MPLA e UNITA, que acabem com as rivalidades entre os seus militantes. A exigência surge depois de vários incidentes registados em províncias angolanas, onde confrontos entre apoiantes de ambos os partidos têm gerado tensão social.

Cena documental que simboliza a tensão entre militantes de partidos angolanos, com cores associadas ao MPLA e UNITA em segundo plano.
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Num comunicado divulgado pela Comissão Executiva Nacional, o PADDA-AP alertou que a disputa política entre o MPLA e a UNITA está a pôr em risco a estabilidade social do país. Segundo o documento, os confrontos entre militantes já levaram a episódios de tensão em várias províncias, onde cidadãos comuns são alvo de perseguições ou agressões por motivos partidários. O partido sublinhou que a política angolana não pode ser exercida com base na violência ou na divisão entre os cidadãos.

O comunicado não especifica os incidentes ocorridos, mas refere que a rivalidade entre os dois partidos tem consequências graves para a coesão nacional. O PADDA-AP defende que a política deve ser conduzida com respeito mútuo, sem que os cidadãos sejam prejudicados por disputas partidárias. A nota destaca ainda a necessidade de os partidos adoptarem medidas concretas para prevenir novos confrontos entre os seus militantes.

A tensão entre militantes do MPLA e da UNITA não é um fenómeno recente em Angola. Ao longo dos anos, o país tem assistido a episódios de violência política, especialmente em períodos próximos a eleições ou a campanhas de mobilização partidária. Estes confrontos, embora pontuais, deixam marcas profundas nas comunidades locais, onde famílias e vizinhos são divididos por lealdades políticas.

Em declarações públicas anteriores, líderes de ambos os partidos já haviam reconhecido a necessidade de evitar confrontos entre os seus apoiantes. No entanto, a realidade mostra que, em várias províncias, as rivalidades continuam a alimentar tensões que, em alguns casos, chegam a resultar em agressões físicas ou danos materiais. O PADDA-AP considera que esta situação exige uma resposta urgente por parte das lideranças partidárias, que devem assumir a responsabilidade de garantir a segurança dos cidadãos.

O partido apelou ainda a que o MPLA e a UNITA promovam acções de sensibilização junto dos seus militantes, de forma a evitar que as disputas políticas se transformem em conflitos interpessoais. Segundo o comunicado, a política deve ser um espaço de diálogo e de construção de consensos, e não de divisão ou de violência.

A exigência do PADDA-AP surge num contexto em que Angola enfrenta desafios significativos na manutenção da paz social. A rivalidade entre partidos políticos é um dos factores que mais contribui para a instabilidade em várias regiões do país, onde as comunidades são frequentemente afectadas por conflitos que não têm origem em questões económicas ou sociais, mas sim em divisões partidárias.

Outros países africanos já enfrentaram situações semelhantes e adoptaram medidas para combater a violência política. Em alguns casos, foram criados mecanismos de diálogo entre partidos, enquanto noutros, as autoridades judiciais actuaram para responsabilizar os responsáveis por actos de violência. Embora Angola tenha um quadro legal que penaliza a violência política, a sua aplicação nem sempre é eficaz, o que contribui para a persistência de conflitos.

O PADDA-AP reafirmou o seu compromisso com a paz e a unidade nacional, sublinhando que a estabilidade do país depende da capacidade dos partidos políticos de trabalharem em conjunto, em vez de se oporem uns aos outros. O partido apelou ainda a que o MPLA e a UNITA adoptem uma postura responsável, evitando que as suas acções alimentem divisões na sociedade angolana.

A situação actual levanta questões sobre o papel das lideranças partidárias na prevenção de conflitos. Em muitos casos, os líderes políticos têm a capacidade de influenciar os seus militantes e de promover um ambiente de respeito mútuo. No entanto, quando as rivalidades são alimentadas por interesses políticos ou por estratégias de campanha, os resultados podem ser desastrosos para a coesão social.

O PADDA-AP espera que os dois partidos respondam ao seu apelo e tomem medidas concretas para pôr fim aos confrontos entre os seus militantes. O partido considera que a paz social é um bem precioso que deve ser preservado, e que a política deve ser exercida com responsabilidade e respeito pelos direitos dos cidadãos.

Ainda não há informações sobre se o MPLA e a UNITA irão acatar o pedido do PADDA-AP. No entanto, a situação actual exige uma resposta rápida por parte das lideranças partidárias, de forma a evitar que novos incidentes venham a agravar a tensão social no país. A sociedade angolana aguarda por acções concretas que demonstrem o compromisso dos partidos com a paz e a unidade nacional.

Fonte: Correio da Kianda

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