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Por Redacção Angola No Ar

Malkia Strikers preparam-se para o Africano de Voleibol em Nairobi

A seleção feminina queniana de voleibol, as Malkia Strikers, regressa aos treinos esta semana para preparar o Campeonato Africano das Nações. O torneio, que decorrerá em Nairobi no próximo mês, marca a primeira vez que a capital do Quénia acolhe o evento desde 2015. A Federação de Voleibol do Quénia já definiu um plano de preparação com um grupo provisório de jogadoras.

Campo de voleibol vazio num pavilhão desportivo em Nairobi, com rede e bolas no chão, durante um treino da selecção queniana.
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As Malkia Strikers, conhecidas como a equipa mais vitoriosa da história do voleibol africano, preparam-se para mais um desafio continental. Com dez títulos continentais no currículo, as jogadoras quenianas chegam ao estágio preparatório com o objetivo de manter a hegemonia no torneio. A competição, que regressa a Nairobi após oito anos, promete atrair a atenção dos fãs do desporto em Angola e em toda a África.

O estágio preparatório arranca no Kasarani Indoor Arena, um dos principais pavilhões desportivos da capital queniana. A equipa técnica, liderada pelo treinador Geoffrey Omondi, preparou um plano rigoroso para as atletas convocadas. Segundo a Federação de Voleibol do Quénia, todas as jogadoras e elementos da comissão técnica devem apresentar-se pontualmente e prontas para os desafios que se avizinham.

O processo de seleção será faseado. Após uma primeira ronda de avaliações, sete jogadoras serão dispensadas no início de Agosto. As restantes seguirão para um regime de treino residencial fechado, onde a concentração e a disciplina serão fundamentais para o sucesso da equipa. Este método de preparação é comum em equipas de elite, especialmente em modalidades onde a coesão e a sintonia entre as jogadoras são decisivas.

A convocatória atual aproveita o desempenho das atletas na recente Liga Feminina da primeira divisão queniana. Entre as jogadoras destacadas estão Marianne Sokoiyo e Emmanuel Nekesa, do Kenya Pipeline, eleitas como melhor bloqueadora central e melhor levantadora, respetivamente. Lorine Chebet, das Prisões do Quénia, também integra o grupo após ser eleita a melhor sacadora da competição doméstica. Estas escolhas refletem a aposta da federação em jogadoras que já demonstraram qualidade em contexto nacional.

O voleibol feminino africano tem vindo a ganhar relevância nos últimos anos, com várias equipas a apostarem em estruturas profissionais para melhorar o seu desempenho. A preparação das Malkia Strikers insere-se nesta tendência, onde federações investem em estágios intensivos e em comissões técnicas especializadas. Outros países do continente já adotaram abordagens semelhantes, com resultados positivos em competições internacionais.

A última vitória das Malkia Strikers no Campeonato Africano ocorreu em 2023, quando venceram os Camarões por 3-0 na final. Este título reforçou a posição da equipa como uma das principais potências do voleibol feminino em África. A competição em Nairobi será uma oportunidade para as jogadoras quenianas demonstrarem a sua força e, possivelmente, conquistarem mais um troféu continental.

Para os fãs angolanos, o torneio representa uma oportunidade para acompanhar de perto uma das equipas mais emblemáticas do continente. O voleibol feminino tem vindo a crescer em popularidade em Angola, com mais jovens a praticarem a modalidade e a seguirem as seleções nacionais. A presença das Malkia Strikers em Nairobi poderá inspirar novas gerações de jogadoras no país.

A organização do evento em Nairobi tem sido alvo de preparação por parte das autoridades quenianas. A Federação de Voleibol do Quénia tem trabalhado em parceria com o governo local para garantir condições adequadas para as equipas participantes e para os espetadores. A competição não só promove o desporto, como também contribui para a coesão social e para o desenvolvimento do voleibol no continente.

As Malkia Strikers chegam ao torneio com um historial impressionante, mas sabem que a concorrência será forte. Equipas como as do Egito, Tunísia e Camarões têm vindo a melhorar os seus níveis, o que torna cada edição do Campeonato Africano mais disputada. A preparação rigorosa e a experiência das jogadoras quenianas serão fatores decisivos para o sucesso da equipa.

A competição em Nairobi poderá também servir como um termómetro para o estado do voleibol feminino em África. Com mais federações a investirem em estruturas profissionais, o torneio promete ser um espetáculo de alto nível, com jogadoras a demonstrarem o seu talento e a sua dedicação. Para as Malkia Strikers, o objetivo é claro: manter a tradição de vitórias e continuar a ser um exemplo para as gerações futuras.

Os fãs angolanos poderão acompanhar o torneio através de transmissões televisivas e plataformas digitais. A cobertura mediática tem vindo a aumentar, permitindo que mais pessoas tenham acesso ao desporto e possam apoiar as suas equipas favoritas. A presença das Malkia Strikers em Nairobi será, certamente, um dos pontos altos da competição.

A preparação das Malkia Strikers é um exemplo de como o desporto pode ser uma ferramenta de desenvolvimento e de união. Com uma equipa unida e uma comissão técnica empenhada, as jogadoras quenianas estão prontas para enfrentar os desafios que se avizinham. O Campeonato Africano das Nações promete ser um espetáculo emocionante, onde o talento e a dedicação serão recompensados.

Para os amantes do voleibol em Angola, a competição em Nairobi é uma oportunidade para celebrar o desporto e para apoiar as equipas africanas. A presença das Malkia Strikers, uma das equipas mais emblemáticas do continente, será um motivo de orgulho para todos os que acompanham o voleibol feminino em África.

Fonte: AllAfrica

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