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Por Redacção Angola No Ar

ITEL forma 136 técnicos em telecomunicações e apela a inovação

O Instituto de Telecomunicações de Angola (ITEL) diplomou 136 novos técnicos no sábado, 25 de Julho, em Luanda. Na cerimónia, o Governo destacou a importância destes profissionais para impulsionar a inovação tecnológica no país e em África. Os formandos especializaram-se em áreas como Informática, Electrónica e Telecomunicações.

Laboratório de tecnologia com equipamentos electrónicos e ecrãs num ambiente de formação profissional em Angola.
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A cerimónia de graduação do ITEL reuniu estudantes, familiares e responsáveis governamentais num espaço que, há anos, se tornou referência na formação de quadros para o sector das tecnologias. Entre os diplomados estão jovens que concluíram cursos nas áreas de Sistemas Multimédia, uma especialização cada vez mais procurada por empresas que apostam em conteúdos digitais. A diversidade de formações reflecte a estratégia do instituto: preparar profissionais capazes de responder às necessidades de um mercado em rápida transformação, onde a conectividade e a gestão de dados são cada vez mais centrais.

O Secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, sublinhou que o sucesso destes estudantes é também o sucesso de Angola. Segundo o governante, a conclusão dos cursos representa não apenas um marco individual, mas um passo colectivo rumo a uma economia mais competitiva e integrada nas cadeias globais de valor. O ITEL, enquanto instituição pública, tem assumido um papel-chave neste processo, formando técnicos que depois são absorvidos por empresas nacionais ou abrem os seus próprios negócios no ramo das telecomunicações.

A qualificação destes novos profissionais surge num momento em que Angola enfrenta desafios e oportunidades únicas no sector tecnológico. O país tem vindo a investir em infra-estruturas de telecomunicações, com expansão da rede móvel e projectos de conectividade em zonas rurais. No entanto, o verdadeiro salto qualitativo depende da existência de quadros capazes de operar, manter e inovar nestes sistemas. Sem técnicos locais treinados, muitos projectos arriscam-se a depender de mão-de-obra estrangeira ou a não atingir todo o seu potencial.

O apelo feito aos diplomados para que desenvolvam projectos com impacto local e continental não é casual. Em África, vários países têm vindo a apostar em ecossistemas tecnológicos próprios, com incubadoras e programas de apoio a startups. Casos como o do Quénia, com o seu ecossistema de fintech, ou da Nigéria, com a sua cena vibrante de desenvolvimento de aplicações, mostram como a inovação pode transformar realidades económicas. Angola tem vindo a seguir este caminho, mas ainda enfrenta barreiras como a burocracia e a falta de acesso a financiamento para projectos inovadores.

Os novos técnicos formados pelo ITEL chegam ao mercado num contexto onde a digitalização é uma prioridade nacional. O Executivo tem vindo a lançar iniciativas como o Plano Nacional de Transformação Digital, que visa modernizar serviços públicos e privados. A presença destes profissionais será crucial para implementar estas políticas, desde a gestão de redes de telecomunicações até ao desenvolvimento de soluções para sectores como a saúde ou a educação.

A cerimónia de graduação não foi apenas um momento de celebração, mas também um lembrete das responsabilidades que agora recaem sobre os ombros dos novos diplomados. O Governo apelou-lhes para que continuem a actualizar os seus conhecimentos, acompanhando as evoluções tecnológicas que ocorrem a um ritmo acelerado. A formação contínua é, aliás, uma exigência do próprio mercado, onde tecnologias como a inteligência artificial ou a Internet das Coisas começam a ganhar terreno.

Os professores e encarregados de educação também foram reconhecidos pelo seu papel nesta jornada. Sem o empenho das famílias e dos docentes, muitos destes jovens não teriam chegado até aqui. A educação é um esforço colectivo, e a conclusão destes cursos é o resultado de anos de dedicação por parte de todos os envolvidos.

O ITEL tem vindo a consolidar a sua posição como uma das principais escolas técnicas do país. Ao longo dos últimos anos, tem adaptado os seus currículos às necessidades do mercado, introduzindo novas disciplinas e parcerias com empresas do sector. Esta capacidade de inovação na formação é tão importante quanto a qualidade dos seus diplomados.

Para os recém-formados, o desafio agora é aplicar o que aprenderam. Muitos poderão ingressar directamente no mercado de trabalho, enquanto outros optarão por prosseguir estudos ou lançar os seus próprios projectos. Independentemente do caminho escolhido, a mensagem é clara: Angola precisa de mais inovação, e estes técnicos têm o potencial de ser parte activa dessa transformação.

O sector das telecomunicações em Angola tem vindo a crescer, mas ainda há muito caminho a percorrer. A expansão da rede 4G e os primeiros passos para a implementação do 5G abrem novas possibilidades, mas também exigem profissionais qualificados para as operar. A formação de quadros como os que agora terminam os seus cursos no ITEL é um investimento no futuro do país, um futuro onde a tecnologia poderá ser uma ferramenta de desenvolvimento social e económico para todos os angolanos.

Fonte: ANGOP

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