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Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:7

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Por Redacção Angola No Ar

Inflação em Angola cai para 9,3% e regressa a um dígito

Angola regista, pela primeira vez em onze anos, uma inflação homóloga abaixo dos 10%. Em julho, a taxa oficial fixou-se nos 9,3%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. A descida marca o fim de um ciclo prolongado de dois dígitos, que afectou o poder de compra dos angolanos desde 2015.

Ilustração conceptual da queda da inflação em Angola, com notas de kwanza e bomba de combustível ao fundo
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A redução da inflação para 9,3% não é um fenómeno isolado, mas o resultado de uma estratégia coordenada entre o Governo e o Banco Nacional de Angola. Desde o início do ano, as autoridades têm vindo a aplicar medidas para controlar a subida dos preços, com destaque para a manutenção de subsídios nos combustíveis. Esta política evitou aumentos bruscos nos postos de abastecimento, um dos principais motores da inflação nos últimos anos. Além disso, a gestão da taxa de câmbio pelo BNA tem contribuído para estabilizar o valor do kwanza, reduzindo a pressão sobre os preços de produtos importados.

Embora a inflação ainda não tenha desaparecido, a tendência de abrandamento é clara. O recuo de 0,8 pontos percentuais face a junho reflecte uma desaceleração gradual que se mantém há vários meses. Os dados, baseados no Índice de Preços no Consumidor, mostram que os angolanos continuam a sentir o impacto da inflação, mas de forma menos agressiva do que em períodos anteriores. A estabilização da moeda nacional e o controlo nos combustíveis são apontados como os principais responsáveis por esta evolução.

Ainda assim, os preços continuam a subir, embora a um ritmo mais lento. Isso significa que os cidadãos enfrentam dificuldades para acompanhar o custo de vida, especialmente em sectores como alimentação e transportes. A inflação afecta sobretudo as famílias com rendimentos mais baixos, que gastam uma parte maior do seu orçamento em bens essenciais. A queda para um dígito não resolve o problema, mas representa um passo importante para aliviar a pressão sobre o poder de compra.

As políticas adoptadas pelo Governo e pelo BNA não são inéditas em África. Outros países do continente já implementaram medidas semelhantes para conter a inflação, com resultados variados. Em Angola, a estratégia tem passado pela combinação de subsídios, gestão cambial e monitorização constante dos preços. A meta é reduzir ainda mais a inflação nos próximos meses, garantindo que a estabilidade económica se mantenha.

A evolução será acompanhada de perto pelas autoridades, que avaliam o impacto das medidas adoptadas. O objectivo é evitar que a inflação volte a subir, especialmente em períodos de maior instabilidade económica. A população, por sua vez, espera que a descida dos preços se traduza numa melhoria real nas suas condições de vida.

Para os analistas, a queda para um dígito é um sinal positivo, mas não suficiente. A inflação ainda está acima dos níveis desejados, e os desafios económicos do país continuam a exigir atenção. A estabilidade do kwanza e o controlo nos preços dos combustíveis são passos importantes, mas será necessário manter o esforço para garantir que a tendência se mantenha.

Ainda há muito trabalho pela frente. A inflação é um fenómeno complexo, influenciado por factores internos e externos. Em Angola, a dependência de importações e a volatilidade do mercado internacional de matérias-primas tornam o controlo dos preços ainda mais difícil. Por isso, as autoridades terão de continuar a ajustar as suas políticas para garantir que a inflação não volte a subir.

A população angolana, enquanto isso, mantém-se atenta à evolução dos preços. A esperança é que a queda para um dígito seja apenas o início de uma recuperação mais ampla, que permita aos cidadãos recuperar parte do poder de compra perdido nos últimos anos. Até lá, a paciência e a resiliência serão essenciais para enfrentar os desafios que ainda persistem.

Fonte: Expansão

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