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As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Lamentações 3:22-23

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Por Redacção Angola No Ar

Grupo Naval investe 330 milhões em fábrica de alimentos em Cacuaco

O Grupo Naval anunciou um investimento de 330 milhões de dólares na construção de um complexo industrial de processamento alimentar no município de Cacuaco. A iniciativa foi apresentada durante a Feira Internacional de Angola, no passado dia 25 de Julho. O projecto promete reforçar a produção local de alimentos e criar mais de dois mil empregos directos.

Vista de instalações industriais modernas de processamento e armazenagem de grãos em Angola
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O novo complexo industrial do Grupo Naval será o maior investimento privado do sector alimentar em Angola nos últimos anos. Com capacidade para processar até cinco mil toneladas de alimentos por dia, a fábrica vai diversificar a produção nacional e reduzir a dependência de importações. Segundo os planos da empresa, o projecto inclui sete unidades industriais distintas, dedicadas ao descasque de arroz, processamento de milho, trigo, massa alimentar e esmagamento de soja. As primeiras instalações, voltadas para o arroz e massas, devem entrar em funcionamento ainda este ano, enquanto as restantes serão concluídas gradualmente até 2027.

A iniciativa surge num momento em que o Governo angolano tem incentivado o desenvolvimento da indústria local, especialmente em sectores estratégicos como o alimentar. A aposta em infraestruturas de transformação de alimentos é vista como uma forma de criar emprego e dinamizar a economia nas províncias. Em Cacuaco, município vizinho de Luanda, a localização do complexo é estratégica: beneficia de acessos rodoviários e proximidade a mercados consumidores, além de integrar uma região com crescente actividade industrial.

O Grupo Naval, que actua em Angola desde 2007, já é um dos principais players do sector, empregando cerca de três mil trabalhadores. A empresa é conhecida por marcas como o óleo Boa Vista e as farinhas Glória e Dona Lúcia, que abastecem grande parte do mercado nacional. Com este novo investimento, a companhia reforça a sua posição no mercado e amplia a sua capacidade de produção, respondendo ao aumento da procura por alimentos processados no país.

A construção do complexo industrial faz parte de um plano mais amplo de expansão da empresa. Além das sete unidades fabris previstas, a direcção da companhia revelou intenções de lançar, a médio prazo, um programa de apoio à agricultura familiar. A iniciativa visa fortalecer a cadeia de fornecimento local, garantindo matéria-prima para as fábricas e melhorando a renda de pequenos produtores rurais.

A agricultura familiar representa uma fatia significativa da produção alimentar em Angola, mas enfrenta desafios como a falta de acesso a crédito, tecnologia e mercados estáveis. Projectos como o do Grupo Naval podem ajudar a criar sinergias entre a indústria e o campo, beneficiando tanto os produtores como as empresas transformadoras. Em outros países africanos, iniciativas semelhantes já demonstraram resultados positivos, com aumento da produtividade e redução da pobreza rural.

A conclusão das infraestruturas está prevista para 2027, mas as primeiras unidades entrarão em operação ainda este ano. Este cronograma acelerado reflecte a urgência em responder à crescente procura por alimentos processados no mercado angolano, impulsionada pelo crescimento populacional e pela urbanização. A fábrica não só vai abastecer o mercado interno, como também poderá exportar excedentes para países vizinhos, aproveitando acordos comerciais já existentes.

O investimento do Grupo Naval chega num contexto em que Angola procura diversificar a sua economia, reduzindo a dependência do sector petrolífero. A aposta na indústria alimentar é um passo importante, pois permite criar emprego, gerar divisas e melhorar a segurança alimentar do país. Além disso, projectos como este podem atrair outros investidores para o sector, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento.

Para os trabalhadores, a nova fábrica representa uma oportunidade de emprego estável e qualificação profissional. A empresa já emprega cerca de três mil pessoas e, com a expansão, deverá contratar mais de dois mil trabalhadores directos. A formação técnica será um componente-chave do projecto, garantindo que os novos colaboradores estejam preparados para operar as modernas linhas de produção.

A iniciativa também pode ter impacto na balança comercial angolana. Ao aumentar a produção local de alimentos processados, o país reduzirá a necessidade de importar produtos que já podem ser fabricados internamente. Isso não só poupa divisas, como também fortalece a economia nacional. Em outros sectores, como o têxtil e o de bebidas, já se observaram resultados semelhantes após investimentos em fábricas locais.

O Grupo Naval tem demonstrado compromisso com o desenvolvimento sustentável, integrando práticas ambientais nos seus projectos. A nova fábrica será projectada para minimizar o consumo de água e energia, além de adoptar tecnologias de tratamento de resíduos. Estas medidas são cada vez mais exigidas por parceiros comerciais e pelo mercado consumidor, que valorizam empresas responsáveis.

A apresentação do projecto durante a Feira Internacional de Angola reforça a importância da iniciativa para o país. Eventos como este servem de plataforma para anúncios de investimento e parcerias estratégicas, mostrando ao mundo as oportunidades de negócio em Angola. A participação de empresas nacionais e internacionais nestes encontros é fundamental para o crescimento económico do país.

Com a conclusão do complexo industrial, o Grupo Naval não só expande a sua capacidade de produção, como também contribui para a industrialização de Angola. O projecto é um exemplo de como o sector privado pode colaborar com o Governo para impulsionar o desenvolvimento económico e social do país.

Fonte: ANGOP

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