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As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Lamentações 3:22-23

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Por Redacção Angola No Ar

Governo angolano investiga origem de frango não certificado no mercado

O Executivo angolano abriu uma investigação para apurar se os derivados de frango que circulam no mercado cumprem as normas sanitárias. A medida surge após fiscalizações terem detectado produtos não certificados em várias províncias, incluindo Luanda. O objectivo é garantir que apenas alimentos seguros cheguem aos consumidores.

Fotografia conceptual de embalagens de derivados de frango sobre uma mesa, com um mercado angolano desfocado ao fundo, representando a fiscalização de produtos alimentares não regulamentados.
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O Governo angolano decidiu agir depois de várias acções de fiscalização terem revelado a presença de derivados de frango sem certificação sanitária em pontos de venda de todo o país. A investigação, liderada pelo Ministério de Estado para a Coordenação Económica, tem como foco principal perceber se estes produtos são produzidos internamente ou importados sem os devidos controlos. A preocupação não é apenas com a origem, mas sobretudo com os riscos que representam para a saúde pública.

A decisão surge num momento em que a segurança alimentar se tornou uma prioridade para as autoridades angolanas. Nos últimos anos, o Executivo tem reforçado os mecanismos de fiscalização nas fronteiras e nos mercados, mas os resultados ainda não são suficientes para eliminar completamente os produtos não certificados. A presença destes artigos em supermercados e feiras livres levanta dúvidas sobre a eficácia dos sistemas de controlo actualmente em vigor.

O Ministério da Agricultura e a Polícia Económica foram chamados a colaborar nesta investigação, que deverá identificar não só os responsáveis pela comercialização ilegal, mas também as rotas de entrada destes produtos no país. A acção coordenada entre várias entidades reflecte a gravidade da situação e a determinação do Governo em proteger os consumidores.

A Agência Nacional de Inspecção Sanitária (ANIESA) já havia alertado para os perigos associados ao consumo de derivados de frango não certificados. Segundo a instituição, estes produtos podem conter substâncias prejudiciais à saúde, como conservantes em excesso ou resíduos de medicamentos veterinários. A agência tem vindo a reforçar campanhas de sensibilização junto dos comerciantes e da população, mas a fiscalização directa continua a ser a principal ferramenta para combater o problema.

A falta de certificação não afecta apenas a saúde dos consumidores, mas também coloca em risco a credibilidade dos produtores locais que cumprem todas as normas. Em muitos casos, os produtos não certificados são mais baratos, o que lhes dá uma vantagem competitiva desleal no mercado. Esta situação prejudica não só os produtores nacionais, mas também a confiança dos angolanos nos alimentos disponíveis nas prateleiras.

Nos últimos tempos, têm vindo a aumentar as queixas de consumidores que relatam problemas de saúde após a ingestão de derivados de frango. Embora nem todos os casos possam ser directamente ligados a produtos não certificados, a coincidência entre as denúncias e as fiscalizações levanta suspeitas. As autoridades garantem que estão a trabalhar para desmantelar as redes de distribuição destes artigos, mas admitem que o combate ao comércio ilegal é um processo complexo.

A investigação em curso poderá levar à aplicação de sanções aos responsáveis pela comercialização de produtos não certificados. Além disso, o Governo poderá rever os protocolos de importação para evitar que artigos sem qualidade entrem no país. A ANIESA já anunciou que vai intensificar os controlos em armazéns e pontos de venda, numa tentativa de reduzir a circulação destes produtos.

Embora a situação seja preocupante, há sinais de que as autoridades estão a tomar medidas concretas para resolver o problema. A colaboração entre diferentes ministérios e a Polícia Económica é um passo importante, mas será necessário tempo para que os resultados sejam visíveis. Enquanto isso, os consumidores são aconselhados a verificar sempre os selos de certificação nos produtos que adquirem.

A investigação ainda está em fase inicial, mas já se sabe que vai envolver acções surpresa em mercados e supermercados. O objectivo é não só identificar os produtos irregulares, mas também os pontos de venda que os comercializam. As autoridades garantem que não vão hesitar em aplicar multas ou mesmo encerrar estabelecimentos que não cumpram as normas sanitárias.

A segurança alimentar é uma responsabilidade partilhada entre o Governo, os produtores e os consumidores. Enquanto as autoridades trabalham para resolver a situação, cabe aos angolanos ficar atentos e denunciar casos suspeitos. A fiscalização contínua será fundamental para garantir que apenas alimentos seguros cheguem às mesas das famílias.

O Executivo já tinha anunciado planos para reforçar o controlo sanitário nas fronteiras, mas a presença de produtos não certificados mostra que ainda há trabalho a fazer. A investigação em curso poderá levar a mudanças significativas na forma como os alimentos entram e circulam no país. Até lá, a população deve manter-se informada e exigir qualidade nos produtos que consome.

Fonte: Correio da Kianda

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