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O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Salmos 27:1

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Por Redacção Angola No Ar

Clientes da Unitel enfrentam filas nos bancos por falha nos serviços

A interrupção dos serviços da Unitel, a maior operadora de telecomunicações de Angola, deixou milhares de clientes sem acesso a transferências, pagamentos e internet. Em Luanda, as filas nos bancos tornaram-se uma rotina diária para quem precisa de levantar dinheiro ou regularizar contas. A empresa ainda não recuperou completamente os sistemas, e os prejuízos estendem-se para além do sector das telecomunicações.

Fila de pessoas à entrada de um banco em Luanda, com clientes a aguardar para resolver assuntos financeiros devido a problemas na Unitel
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Desde que a Unitel foi alvo de um ataque informático, a vida dos angolanos mudou. Quem dependia de serviços digitais para pagar contas, transferir dinheiro ou até trabalhar viu-se obrigado a procurar alternativas. As agências bancárias, especialmente em zonas como Viana, registaram filas que se estendiam por mais de uma hora. "Tenho de ir ao banco todos os dias e perder horas", contou uma estudante que aguardava na fila para depositar dinheiro. A situação não se limita aos bancos: empresas também enfrentam atrasos em negócios e pagamentos, devido à falta de comunicações estáveis.

O ataque à Unitel não é um caso isolado. Em Angola, a dependência de serviços digitais tem crescido nos últimos anos, mas a infraestrutura de segurança nem sempre acompanha essa evolução. Muitos angolanos, especialmente nas zonas urbanas, já habituaram-se a usar aplicações móveis para as suas transações financeiras. Quando esses sistemas falham, a adaptação torna-se difícil. "Não consigo pagar as minhas contas online. Tenho de ir ao banco todos os dias", disse Madalena, uma estudante que, como muitos outros, viu-se obrigada a mudar os seus hábitos.

A Unitel, que domina o mercado das telecomunicações em Angola, ainda não divulgou detalhes sobre o ataque. Equipas técnicas trabalham para restaurar os serviços, mas o processo tem sido lento. Enquanto isso, os clientes continuam a enfrentar constrangimentos. A falta de informações claras por parte da operadora aumenta a incerteza entre os utilizadores, que não sabem quando os serviços voltarão ao normal.

O Governo angolano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente, mas especialistas em cibersegurança alertam para a necessidade de reforçar a proteção digital do país. "Ataques como este mostram que Angola precisa de investir mais em segurança informática", afirmou um analista ouvido pela Lusa. A dependência de tecnologias digitais exige medidas robustas, mas nem sempre as empresas ou instituições estão preparadas para enfrentar ameaças cibernéticas.

Casos semelhantes já aconteceram antes em outros países africanos, onde a digitalização dos serviços financeiros avançou rapidamente. Em muitos desses casos, a falta de investimento em segurança levou a prejuízos económicos e à perda de confiança dos utilizadores. Em Angola, a situação é agravada pela concentração de serviços em poucas operadoras, o que torna o sistema mais vulnerável a falhas ou ataques.

Os utilizadores, entretanto, já começam a adaptar-se à nova realidade. Alguns passaram a usar dinheiro físico com mais frequência, enquanto outros recorrem a serviços de outras operadoras, quando possível. No entanto, a dependência da Unitel em muitos serviços essenciais — como pagamentos de salários ou transferências entre bancos — torna a recuperação ainda mais urgente.

Até ao momento, não há informações concretas sobre quando os serviços da Unitel serão plenamente restabelecidos. A empresa garante que as equipas técnicas trabalham para resolver o problema, mas a falta de prazos claros deixa os clientes em suspenso. Enquanto isso, a vida quotidiana continua a ser afectada, e a confiança nos serviços digitais pode sofrer um impacto duradouro.

A situação actual levanta questões sobre a resiliência do sistema financeiro angolano. A digitalização trouxe muitas vantagens, como a conveniência e a rapidez, mas também expôs fragilidades. Especialistas destacam que, sem um investimento contínuo em segurança cibernética, incidentes como este podem repetir-se, com consequências cada vez mais graves para a economia e para os cidadãos.

Para os utilizadores, resta a espera e a adaptação. Enquanto a Unitel não recupera totalmente os seus serviços, muitos angolanos terão de continuar a enfrentar filas nos bancos e a procurar soluções alternativas para as suas necessidades financeiras. A lição, para todos, é clara: a tecnologia facilita a vida, mas também exige proteção constante.

Fonte: Google News (Angola)

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