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Por Redacção Angola No Ar

Festival de escalada atrai atletas estrangeiros para Humpata

Cinquenta atletas de sete países reúnem-se em Humpata, na Huíla, para a terceira edição do Festival Internacional de Escalada. O evento, que decorre desde sábado até 3 de Agosto no Miradouro da Serra da Leba, combina competição desportiva com actividades culturais e ambientais.

Escaladores em actividade nas escarpas da Serra da Leba, na Humpata, durante o festival internacional de escalada.
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A iniciativa, organizada pela Climb Angola em parceria com outras entidades, vai além das provas de escalada. O programa inclui formações técnicas, trilhas para cascatas e uma feira de arte e cultura. A modalidade highline, que desafia os participantes a equilibrarem-se sobre fitas suspensas a grandes alturas, promete atrair olhares curiosos.

Desde o primeiro dia, os visitantes já podem participar em acampamentos e passeios guiados até à Fenda da Tundavala. A recolha de lixo nas zonas envolventes é outra das acções previstas, reforçando a componente ambiental do festival. À noite, o entretenimento fica a cargo de cinema e música ao vivo, criando um ambiente de convívio entre atletas e moradores.

João Lopes, presidente da Associação de Promotores e Operadores de Turismo (HOUTOR), destacou a presença de turistas já no local. Durante dois dias, técnicos do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA) e dos Bombeiros receberão formação especializada em resgates em escarpas. Esta capacitação visa melhorar a resposta a emergências em zonas de difícil acesso, um desafio comum em actividades de montanha.

O evento reflecte o crescimento da escalada em Angola, um desporto que tem ganho popularidade nos últimos anos. Locais como o Miradouro da Serra da Leba oferecem condições ideais para a prática, com formações rochosas desafiantes e paisagens deslumbrantes. A combinação de aventura e cultura tem atraído não só praticantes locais, mas também visitantes internacionais, contribuindo para a diversificação do turismo angolano.

A escalada em rocha exige equipamento específico e conhecimento técnico, o que torna a formação parte essencial do festival. As aulas de abertura de vias e escalada avançada permitem aos participantes aprenderem com especialistas, enquanto as competições testam as suas habilidades. Modalidades como a highline, ainda pouco conhecida em Angola, oferecem um novo desafio aos aventureiros.

Para além do desporto, o festival serve como plataforma de intercâmbio cultural. Atletas de países como Portugal, Estados Unidos, África do Sul e Japão partilham experiências e técnicas, enriquecendo o ambiente. A feira de arte e cultura complementa o evento, apresentando trabalhos de artesãos locais e promovendo o artesanato da região.

A Serra da Leba, com o seu miradouro icónico, é um dos pontos turísticos mais visitados da Huíla. A sua geografia única, com escarpas e vales profundos, oferece cenários perfeitos para actividades de aventura. O festival aproveita este cenário natural para criar uma experiência memorável, tanto para os participantes como para os espectadores.

A organização do evento tem vindo a apostar na sustentabilidade. Acções como a recolha de lixo e a promoção de trilhas responsáveis mostram um compromisso com a preservação do ambiente. Esta abordagem alinha-se com tendências globais no turismo de aventura, onde a conservação é cada vez mais valorizada.

O turismo de aventura tem vindo a ganhar terreno em África, com países como a África do Sul e o Quénia a desenvolverem infraestruturas para acolher praticantes internacionais. Em Angola, eventos como este ajudam a posicionar o país como destino para desportos radicais. A presença de atletas estrangeiros não só dinamiza a economia local, como também promove a imagem do país no exterior.

Para os moradores de Humpata, o festival representa uma oportunidade de desenvolvimento económico. A venda de artesanato, alimentação e alojamento beneficia directamente da presença dos visitantes. Além disso, a visibilidade mediática do evento pode atrair mais investimentos para a região, melhorando as condições de vida da população.

A escalada em Angola ainda enfrenta desafios, como a falta de infraestruturas especializadas e a necessidade de formação contínua. No entanto, iniciativas como este festival ajudam a criar uma comunidade mais preparada e motivada. A crescente adesão de jovens ao desporto é um sinal positivo para o futuro.

Os próximos passos incluem a avaliação dos resultados do festival e o planeamento da próxima edição. A organização já adianta que pretende expandir o evento, incluindo mais actividades e parcerias. O objectivo é consolidar o festival como um marco anual no calendário desportivo angolano, atraindo cada vez mais participantes e visitantes.

O turismo de aventura em Angola ainda tem muito potencial por explorar. Com paisagens diversificadas e uma cultura rica, o país pode tornar-se um destino de eleição para praticantes de desportos radicais. Eventos como este são um passo importante nesse caminho, mostrando que Angola tem muito para oferecer além dos seus recursos naturais.

Fonte: ANGOP

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