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O nome do Senhor é uma torre forte; para ele corre o justo, e está seguro. Provérbios 18:10

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Por Redacção Angola No Ar

FAF perde ajuda da FIFA por dívida a ex-treinador

A Federação Angolana de Futebol (FAF) vai perder 750 mil dólares da FIFA este ano por não pagar uma dívida ao ex-seleccionador nacional Pedro Gonçalves e à sua equipa técnica. A sanção foi aplicada no âmbito do programa de apoio financeiro da FIFA, que financia parte das actividades do futebol angolano. A decisão afecta directamente o orçamento da federação para 2024.

Estádio de futebol vazio em Angola com bandeira da FIFA ao fundo
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A FAF recebia anualmente 1,25 milhões de dólares da FIFA através do programa FIFA Forward 3.0, um fundo criado para apoiar o desenvolvimento do futebol em países com menos recursos. Este dinheiro destina-se a cobrir despesas como manutenção de estádios, formação de treinadores e organização de competições. No entanto, a federação angolana deixou de cumprir um pagamento devido a Pedro Gonçalves, ex-treinador da selecção nacional, e à sua equipa técnica. A dívida arrasta-se há meses, sem solução à vista, o que levou a FIFA a aplicar uma penalização financeira.

A sanção implica a retenção de 60% do valor anual que a FAF recebia, ou seja, 750 mil dólares. Este montante representa uma fatia significativa do orçamento da federação, que depende fortemente destes fundos para manter as suas actividades. O programa FIFA Forward é uma das principais fontes de financiamento para o futebol angolano, especialmente em infra-estruturas e formação de novos talentos.

A situação coloca em risco não só os projectos em curso, como também o futuro de muitos clubes e jogadores que dependem destes recursos. Sem o dinheiro da FIFA, a FAF terá de encontrar alternativas para manter os seus programas, o que pode incluir cortes em actividades ou atrasos nos pagamentos a fornecedores e funcionários. A federação ainda não se pronunciou oficialmente sobre a sanção, mas a notícia já gera preocupação entre os clubes e agentes desportivos do país.

Este caso não é único no futebol mundial. Em anos anteriores, outras federações africanas também foram penalizadas pela FIFA por incumprimentos financeiros, embora as sanções variem consoante a gravidade da situação. A FIFA costuma dar prazos para regularização de dívidas antes de aplicar medidas mais drásticas, mas quando os pagamentos não são feitos, as consequências são imediatas. Em Angola, a falta de transparência em casos semelhantes já levou a críticas por parte de dirigentes e adeptos, que exigem maior responsabilidade por parte das lideranças desportivas.

O impacto da sanção vai além do futebol profissional. Muitos clubes amadores e escolas de formação dependem indirectamente dos fundos da FIFA para manter as suas actividades. Sem estes recursos, o desenvolvimento de novos talentos pode ser afectado, o que, a longo prazo, prejudica a competitividade do futebol angolano a nível internacional. Além disso, a imagem da FAF junto da FIFA e de outras federações pode ficar comprometida, dificultando futuras negociações de apoio financeiro.

A FIFA já aplicou sanções semelhantes a outras federações por motivos financeiros, embora nem sempre com o mesmo impacto. Em alguns casos, as penalizações duram apenas alguns meses, enquanto noutros, os fundos são retidos por períodos mais longos. A decisão depende da gravidade do incumprimento e da disposição da federação em regularizar a situação. No entanto, em Angola, a demora na resolução da dívida com Pedro Gonçalves sugere que o problema pode prolongar-se, o que agrava as consequências para o futebol local.

A FAF tem agora a responsabilidade de resolver a dívida o mais rápido possível para evitar que a sanção se prolongue. Caso contrário, o futebol angolano pode enfrentar dificuldades ainda maiores nos próximos anos, com menos recursos para investir em infra-estruturas, formação e competições. A federação terá de apresentar um plano credível à FIFA para reaver os fundos retidos, o que pode incluir cortes noutros sectores ou a busca de financiamento alternativo.

Enquanto isso, os clubes e agentes desportivos aguardam por uma solução. Muitos já começaram a sentir os efeitos da falta de dinheiro, com atrasos nos pagamentos e redução de actividades. A situação serve como um alerta para a necessidade de maior transparência e responsabilidade na gestão das finanças do futebol angolano, para que casos como este não se repitam no futuro.

Fonte: OPaís

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