Desconhecimento limita adesão ao seguro agrícola em Angola
Apenas 5% dos agricultores angolanos conhecem o funcionamento do seguro agrícola, apesar da crescente ameaça das alterações climáticas na produção. Os dados constam de um estudo da consultora Dalberg divulgado na quarta-feira, 22 de Julho, em seis províncias do país.

O levantamento abrangeu produtores das províncias de Malanje, Cuanza Sul, Huambo, Benguela, Bié e Huíla. Os resultados indicam que a reduzida literacia financeira e a fraca oferta no mercado mantêm 95% das explorações agrícolas expostas a secas e inundações.
A pesquisa revela também um forte interesse por soluções de protecção contra sinistros ambientais. Cerca de 80% dos agricultores inquiridos afirmaram que contratariam um seguro agrícola indexado, caso os preços fossem acessíveis às suas capacidades financeiras.
A agricultura surge como um dos sectores centrais para a diversificação da economia de Angola. Contudo, a ausência de mecanismos de protecção financeira deixa o trabalho no campo vulnerável a fenómenos climáticos extremos, prejudicando a segurança alimentar.
A falta de informação directa e a fraca penetração dos serviços financeiros nas zonas rurais agravam o cenário. Sem garantias contra perdas na colheita, muitos camponeses enfrentam dificuldades sérias para reinvestir na produção após períodos de seca ou chuvas intensas.
Fonte: Expansão
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