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O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Salmos 27:1

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Por Redacção Angola No Ar

Lei contra violência doméstica deve ser actualizada

A Assembleia Nacional discutiu ontem a necessidade de rever a legislação angolana sobre violência doméstica. A deputada Emília Carlota Dias, do partido no poder, defendeu que a lei actual, em vigor desde 2011, já não responde às formas mais recentes de agressão que surgem na sociedade. A parlamentar sublinhou ainda a urgência de mecanismos que protejam as vítimas com maior rapidez e eficácia.

Sala vazia da Assembleia Nacional com a bandeira de Angola, simbolizando a discussão sobre a actualização da lei contra a violência doméstica
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A discussão sobre a actualização da Lei contra a Violência Doméstica ganhou novo fôlego na Assembleia Nacional. A proposta, apresentada pela deputada Emília Carlota Dias, surge num contexto em que as formas de agressão familiar se tornam cada vez mais complexas e difíceis de combater com a legislação actual. Segundo a parlamentar, a lei angolana precisa de acompanhar a evolução da sociedade para garantir proteção efectiva às vítimas.

A legislação em vigor, que entrou em funcionamento há mais de uma década, já não abrange todas as situações de violência que se verificam hoje no país. A deputada destacou que a sociedade angolana mudou, e com ela surgiram novos tipos de agressão que exigem uma resposta legal mais ágil e adaptada. "A sociedade evolui e a lei deve acompanhar essa transformação", afirmou durante a sessão parlamentar.

A proposta de revisão da lei será agora analisada por uma comissão especializada antes de ser submetida a votação. O objectivo é criar mecanismos que permitam às vítimas de violência doméstica obter proteção imediata e eficaz. A deputada Carlota Dias sublinhou que as instituições angolanas precisam estar preparadas para actuar de forma rápida, garantindo que ninguém fique desprotegido.

A violência doméstica continua a ser um dos problemas sociais mais graves em Angola. Embora milhares de casos sejam reportados anualmente, muitos outros nunca chegam a ser denunciados. A actualização da lei é vista como um passo fundamental para reduzir este flagelo que afecta famílias em todo o país. Especialistas em direitos humanos e organizações da sociedade civil têm alertado para a necessidade de uma legislação mais robusta e adaptada às realidades actuais.

A discussão sobre a revisão da lei não é exclusiva de Angola. Outros países africanos já tomaram medidas semelhantes no passado, reconhecendo que as leis antigas nem sempre conseguem responder às novas formas de violência. Em muitos casos, a actualização da legislação tem sido acompanhada por campanhas de sensibilização e formação de profissionais que lidam directamente com as vítimas.

A deputada Emília Carlota Dias não avançou detalhes específicos sobre as mudanças que propõe, mas garantiu que o debate será conduzido com transparência e participação de especialistas. O processo de revisão da lei deve envolver não só os deputados, mas também juízes, polícias, assistentes sociais e organizações não governamentais que trabalham diariamente com casos de violência doméstica.

A actual legislação angolana já prevê medidas de proteção para as vítimas, como ordens de afastamento e apoio psicológico. No entanto, a sua aplicação nem sempre é imediata, o que deixa muitas vítimas em situação de vulnerabilidade. A proposta em discussão visa justamente agilizar esses processos e garantir que as vítimas recebam o apoio necessário sem demoras desnecessárias.

A violência doméstica afecta sobretudo mulheres e crianças, mas também homens e idosos. Em muitos casos, as vítimas têm medo de denunciar devido a pressões familiares ou sociais. A actualização da lei pode ajudar a criar um ambiente mais seguro para que as pessoas se sintam encorajadas a procurar ajuda.

A Assembleia Nacional já demonstrou, em outras ocasiões, que está atenta a este tipo de problemas sociais. A discussão sobre a violência doméstica faz parte de um esforço mais amplo para melhorar a protecção dos cidadãos e garantir que os direitos humanos sejam respeitados em todas as esferas da sociedade.

O próximo passo será a análise da proposta pela comissão especializada, que terá a missão de ouvir todas as partes interessadas antes de apresentar um projecto final. Depois disso, o texto será discutido e votado em plenário. Se aprovada, a nova lei poderá entrar em vigor ainda este ano, dependendo do ritmo dos trabalhos parlamentares.

A deputada Carlota Dias afirmou que o objectivo é garantir que a lei seja efectiva e que as vítimas tenham confiança no sistema. Para isso, será necessário não só actualizar os artigos da lei, mas também investir na formação dos profissionais que lidam com estes casos e na criação de estruturas de apoio mais acessíveis.

A sociedade angolana espera que esta iniciativa resulte em mudanças concretas e duradouras. A violência doméstica não é um problema que se resolve de um dia para o outro, mas uma legislação mais moderna e adaptada pode ser um passo importante para reduzir o seu impacto nas famílias e na comunidade.

Fonte: Correio da Kianda

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