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Por Redacção Angola No Ar

Cinco maiores bancos em Portugal cortam 283 empregados

Os cinco maiores bancos em Portugal registaram uma redução de 283 trabalhadores no espaço de um ano, somando 25.085 funcionários no final de Junho. A diminuição global no sector financeiro foi impulsionada sobretudo pelas saídas no Millennium BCP e na Caixa Geral de Depósitos.

Edifício moderno de um banco angolano com corredores vazios e ecrãs digitais a mostrar dados financeiros, luz natural a entrar por grandes janelas
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A evolução dos quadros de pessoal revela desempenhos opostos entre as principais entidades bancárias. O Millennium BCP e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) foram os estabelecimentos que mais reduziram as suas equipas. O BCP encerrou o mês de Junho com 5.996 colaboradores, o que representa menos 228 trabalhadores do que no mesmo período do ano anterior. Por sua vez, a CGD fixou o seu efectivo em 5.774 funcionários, após uma diminuição de 218 pessoas.

O Santander Totta também registou uma quebra no número de empregados, contabilizando 4.527 trabalhadores no final de Junho, menos 139 do que um ano antes. A instituição financeira justificou o decréscimo com a implementação de um programa de reformas antecipadas e o encerramento de balcões, estimando um custo associado de 25 milhões de euros para este ano.

Em sentido inverso, duas instituições aumentaram o seu número de trabalhadores. O BPI expandiu a sua estrutura com a contratação líquida de 276 pessoas, alcançando um total de 4.630 funcionários. O Novo Banco seguiu uma trajectória idêntica, embora mais moderada, com um acréscimo de 26 colaboradores, fixando o quadro em 4.158 empregados.

Estes números reflectem o saldo líquido entre entradas e saídas no sector financeiro. Na CGD, por exemplo, a administração anunciou o plano de contratar mil quadros nos próximos cinco anos, focados essencialmente em inteligência artificial e análise de dados. Contudo, o volume anual de reformas e saídas voluntárias continua a superar o ritmo de novas admissões.

A reestruturação em curso assenta na substituição progressiva de profissionais mais antigos por quadros jovens com competências tecnológicas. As entidades bancárias promovem a saída de trabalhadores com mais de 55 anos através de acordos de rescisão e pré-reformas, procurando reduzir custos e modernizar as operações. Embora o total de trabalhadores do sector bancário global em Portugal tenha subido nos últimos anos para cerca de 60 mil, este aumento ficou a dever-se ao crescimento de centros de serviços internacionais como o BNP Paribas, e não ao negócio bancário tradicional.

Fonte: Notícias ao Minuto - Última Hora

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