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Economia
Por Redacção Angola No Ar

CCIAM impulsiona acordos Angola-Marrocos em energia e logística

A Câmara de Comércio e Indústria Angola-Marrocos (CCIAM) acelerou nos últimos meses as negociações para novos acordos entre os dois países. As conversações já incluem parcerias em sectores como energia, agricultura e infraestruturas, com foco em energias renováveis e logística.

Representação conceptual de um encontro entre empresários angolanos e marroquinos a discutir acordos comerciais
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Nos últimos tempos, Angola e Marrocos têm vindo a reforçar os laços económicos, com a CCIAM a assumir um papel central neste processo. A instituição tem vindo a organizar encontros entre empresários dos dois países, não só para identificar oportunidades de negócio, mas também para facilitar a troca de experiências entre os sectores privados. Esta aproximação surge num momento em que Angola procura diversificar a sua economia, reduzindo a dependência de sectores tradicionais.

As negociações já avançaram para áreas estratégicas, como a energia, onde o Marrocos tem vindo a investir fortemente em energias renováveis. A possibilidade de colaboração nesta área é vista como uma oportunidade para Angola acelerar a sua transição energética, aproveitando o conhecimento marroquino. Além disso, a logística surge como outro ponto de interesse, dado o potencial de Angola se tornar um hub regional para o transporte de mercadorias.

A CCIAM já identificou sectores com potencial de colaboração, como o turismo, a pesca e a indústria transformadora. Estes sectores são considerados estratégicos para ambos os países, uma vez que podem criar emprego e impulsionar o desenvolvimento económico. A pesca, por exemplo, é uma área onde Angola já tem alguma capacidade instalada, mas onde o Marrocos pode contribuir com tecnologia e know-how.

A iniciativa da CCIAM não é isolada. Em África, já existem vários exemplos de câmaras de comércio bilaterais que têm vindo a facilitar acordos entre países vizinhos. Estes acordos, quando bem-sucedidos, costumam resultar em benefícios mútuos, como a criação de emprego e a transferência de tecnologia. No entanto, o sucesso depende em grande parte da capacidade de os governos e empresas cumprirem os compromissos assumidos.

A missão empresarial conjunta que está a ser preparada para o próximo trimestre é um dos primeiros passos concretos desta aproximação. O objectivo é permitir que empresas angolanas e marroquinas estabeleçam contactos directos e explorem potenciais parcerias. Estas missões costumam ser oportunidades valiosas para os empresários conhecerem pessoalmente os potenciais parceiros e avaliarem a viabilidade dos projectos.

Os acordos em negociação poderão, segundo a CCIAM, contribuir para a criação de emprego em Angola e para a transferência de tecnologia entre as duas nações. A transferência de tecnologia é especialmente importante num contexto em que Angola procura modernizar a sua economia e reduzir a dependência de importações. Além disso, a colaboração em sectores como a energia renovável pode ajudar Angola a cumprir os seus compromissos ambientais internacionais.

A relação comercial entre Angola e Marrocos não é nova. Os dois países mantêm laços há várias décadas, mas nos últimos anos tem havido um esforço renovado para diversificar os acordos. Até agora, os acordos têm sido maioritariamente centrados em sectores como o petróleo e a agricultura, mas a aproximação actual parece querer alargar o leque de colaborações.

A CCIAM tem vindo a destacar a importância de criar um ambiente favorável aos negócios entre os dois países. Para isso, tem vindo a trabalhar com governos e empresas para remover barreiras burocráticas e facilitar os processos de investimento. Este tipo de iniciativas é comum em câmaras de comércio bilaterais, que muitas vezes actuam como intermediárias entre o sector privado e os governos.

A colaboração entre Angola e Marrocos pode também ter um impacto positivo na integração regional. A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) tem vindo a incentivar os seus membros a fortalecer os laços económicos, e acordos como os que estão a ser negociados podem contribuir para esse objectivo. Além disso, a aproximação entre os dois países pode servir de exemplo para outras nações africanas que procuram diversificar as suas parcerias económicas.

No entanto, o sucesso destes acordos dependerá em grande parte da capacidade de os governos e empresas cumprirem os compromissos assumidos. Em África, já houve casos em que acordos económicos não avançaram devido a questões políticas ou a falta de vontade por parte dos investidores. Por isso, é importante que as negociações sejam transparentes e que os termos sejam claros para todas as partes envolvidas.

A missão empresarial conjunta que está a ser preparada será um teste importante para a viabilidade destes acordos. Se os empresários conseguirem estabelecer contactos sólidos e identificar projectos concretos, as negociações poderão avançar mais rapidamente. Caso contrário, será necessário repensar a estratégia e identificar novas áreas de colaboração.

Em resumo, a aproximação entre Angola e Marrocos através da CCIAM representa uma oportunidade para os dois países reforçarem os seus laços económicos e diversificarem as suas parcerias. Se os acordos avançarem como esperado, poderão trazer benefícios significativos para ambos os países, desde a criação de emprego até à transferência de tecnologia. No entanto, o sucesso dependerá da capacidade de todas as partes envolvidas cumprirem os seus compromissos e de os governos criarem um ambiente favorável aos negócios.

Fonte: Google News (Angola)

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