África quer aumentar presença no mercado de sementes
Especialistas e líderes do sector agrícola reunidos no Ruanda defenderam que o continente africano precisa de investir na investigação e inovação para expandir a sua participação no mercado de sementes. Actualmente, África representa apenas 2,2% do sector global avaliado em 85 mil milhões de dólares.

Durante o Terceiro Congresso Nacional de Sementes do Ruanda, peritos de vários países concluíram que a fraca quota do continente não resulta de falta de potencial, mas sim de fragilidades no sistema produtivo. O objectivo dos países africanos passa por superar a produção focada apenas no consumo interno e posicionar o continente como concorrente activo nos mercados regionais e internacionais.
A secretária de Estado da Agricultura e Recursos Animais do Ruanda, Solange Uwituze, defendeu que o sector deixou de ser um simples insumo agrícola para se transformar num motor económico estratégico. A responsável sublinhou a importância do sector no aumento da produtividade, criação de emprego, reforço da segurança alimentar e capacidade de resposta às alterações climáticas.
Para contornar o cenário actual, vários países africanos estão a acelerar reformas para atrair investimento privado e alinhar os seus produtos com os padrões internacionais de certificação. O Ruanda, por exemplo, já alcançou a autossuficiência na produção de sementes certificadas para culturas cruciais como o milho, trigo e soja.
Representantes da Fundação Gates assinalaram igualmente que a qualidade da semente determina o sucesso de todo o ciclo agrícola. Embora represente uma percentagem reduzida do custo total de cultivo por hectare, o material de sementeira é considerado a base fundamental para maximizar o rendimento dos solos e a eficácia de fertilizantes ou máquinas.
Fonte: AllAfrica
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