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O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Salmos 27:1

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Por Redacção Angola No Ar

Adão de Almeida alerta para desemprego juvenil em Angola

O Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, alertou ontem, em Luanda, que o desemprego entre jovens angolanos pode agravar-se e tornar-se num dos maiores desafios sociais do país. A declaração foi feita durante a abertura de um workshop sobre juventude e primeiro emprego, que decorreu no Dia Internacional da Juventude.

Sala vazia com cadeiras e mesas de aula, simbolizando a falta de oportunidades para jovens angolanos no mercado de trabalho
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A falta de oportunidades para os jovens angolanos está a transformar o desemprego num problema estrutural no país. Sem emprego, a juventude perde esperança e o país perde potencial económico, afirmou o responsável durante o evento realizado na capital angolana. A preocupação não é nova, mas ganha contornos mais urgentes num momento em que Angola regista um dos índices mais altos de desemprego juvenil da região.

O workshop reuniu especialistas e jovens para discutir estratégias que facilitem a entrada dos recém-formados no mercado de trabalho. Entre as propostas apresentadas estão estágios remunerados, incentivos fiscais para empresas que contratem jovens e programas de formação técnica. Estas medidas visam criar pontes entre a formação académica e as necessidades do mercado, um desafio que não afeta apenas Angola.

Em muitos países africanos, a transição dos jovens para o mercado de trabalho tem sido um tema recorrente nas agendas políticas. Casos semelhantes já foram discutidos em fóruns internacionais, onde se destacou a importância de políticas públicas mais eficazes para criar postos de trabalho e formar profissionais qualificados. A colaboração entre governo, empresas e sociedade civil surge como uma das soluções mais referidas nestes debates.

Adão de Almeida apelou à acção imediata para inverter o cenário actual. "É urgente agir antes que a situação se agrave", afirmou, sublinhando que a demora na resposta pode levar a consequências sociais difíceis de reverter. A juventude angolana representa uma parcela significativa da população, e a sua exclusão do mercado de trabalho não só afecta as famílias como também limita o crescimento económico do país.

A falta de emprego entre os jovens não é um problema exclusivo de Angola. Em várias nações africanas, a taxa de desemprego juvenil ultrapassa os 30%, segundo dados de organizações internacionais. Esta realidade reflecte não só a dificuldade em criar empregos suficientes, mas também a inadequação entre a formação oferecida e as necessidades das empresas. Em muitos casos, os jovens terminam os estudos sem as competências que o mercado exige, o que agrava ainda mais a situação.

A formação técnica tem sido apontada como uma das soluções mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil. Programas que combinam ensino teórico e prático, com parcerias entre instituições de ensino e empresas, têm mostrado resultados positivos em outros contextos. Em Angola, a implementação destas iniciativas poderia ajudar a preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho, reduzindo a lacuna entre a formação e a empregabilidade.

Os estágios remunerados também surgem como uma alternativa viável. Além de proporcionarem experiência prática, permitem que os jovens ganhem algum rendimento enquanto procuram uma colocação definitiva. Em países onde estes programas já existem, a taxa de emprego entre os jovens aumentou significativamente nos últimos anos.

Os incentivos fiscais para empresas que contratem jovens são outra medida que tem sido adoptada em várias regiões. Ao reduzir os custos associados à contratação de recém-formados, as empresas tornam-se mais propensas a oferecer oportunidades de emprego. Esta abordagem já foi testada em outros países africanos, com resultados positivos em termos de redução do desemprego juvenil.

A sociedade civil também tem um papel fundamental a desempenhar neste processo. Organizações não-governamentais e associações juvenis podem colaborar com o governo e as empresas para criar programas de mentoria, workshops e outras iniciativas que facilitem a integração dos jovens no mercado de trabalho. A mobilização de recursos e a sensibilização da população são essenciais para que estas medidas tenham impacto.

A longo prazo, a solução para o desemprego juvenil passa por um conjunto de acções coordenadas. É necessário investir na educação, actualizar os currículos escolares, criar mais oportunidades de emprego e incentivar a inovação e o empreendedorismo entre os jovens. Sem estas mudanças, o problema tende a agravar-se, afectando não só a geração actual como também as futuras.

A juventude angolana representa um potencial ainda por explorar. Com as políticas certas e a colaboração de todos os sectores, é possível transformar este desafio numa oportunidade de desenvolvimento para o país. A acção imediata é fundamental para evitar que a situação se torne irreversível.

Fonte: Correio da Kianda

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